RENATA FONSECA: 2025 Mulher na história
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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Mulher na história: Maria Odília Teixeira Lavigne

Olá pessoal!

Conheci a história de Odília no Instagram de um jornal aqui de Salvador. Achei a história sensacional! É claro que fui saber mais um pouco sobre ela.



Maria Odília Teixeira Lavigne (São Félix, 5 de março de 1884 – Salvador, 1970), mais conhecida simplesmente como Maria Odília Teixeira, foi uma médica e professora universitária brasileira, pioneira na sua área e conhecida por ser a primeira médica negra do Brasil.

Conhecida por primeira médica negra do Brasil. Professora universitária especialidade clínica geral e obstetrícia Maria também foi a primeira professora negra da Faculdade de Medicina da Bahia, conquistando o feito 32 anos depois de Alfredo Casemiro da Rochater se tornado o primeiro médico negro da história do Brasil em 1877.

Era filha do médico branco José Pereira Teixeira e de Josephina Luiza Palma, mulher negra cuja mãe havia sido escravizada e depois alforriada. Aos 13 anos, deixou a cidade onde morava para estudar no Ginásio da Bahia, em Salvador, espaço das elites de homens brancos da capital. Lá, ela se graduou em Ciências e Letras, formação na época para seguir no magistério, e aprendeu francês, grego e latim. Em 1904, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, tendo como tutor o irmão Joaquim Pereira Teixeira, que havia ingressado no curso dois anos antes.

Ela se formou em 15 de dezembro de 1909, ano em que no Brasil as mulheres ainda não podiam sequer votar. Nesse ano, a Lei Áurea, que marcou o fim da escravidão na lei, tinha apenas 21 anos desde sua promulgação. Esse contexto tornava a presença de Maria Odília Teixeira, uma mulher e negra, na faculdade de medicina um fato extraordinário. Ela foi a única mulher em uma turma com mais 47 homens. Foi a sétima mulher graduada em medicina pela Faculdade da Bahia, e a primeira diplomada no século XX. Em sua tese, “Algumas considerações acerca da curabilidade e do tratamento das Cirrhoses Alcoólicas”, Maria Odília Teixeira abordou a cirrose alcoólica, fugindo dos estereótipos relacionados aos estudos do alcoolismo, que o vinculavam à raça e a primeira entre as mulheres que fugia de temas ligados à ginecologia e à pediatria.

Após formar-se, voltou para Cachoeira, onde começou a atuar. No início, muitos dos atendimentos eram tutelados pelo pai, irmão ou outro médico. Depois, passou a atuar sozinha, tendo uma clientela majoritariamente feminina. Cinco anos após a formatura, em 1914, foi convidada a voltar a Salvador para dar aulas de Clínica Obstétrica, tornando-se a primeira professora negra da Faculdade de Medicina da Bahia. Ela deixou a docência, porém, em 1917, para cuidar do pai que estava com a saúde deteriorada. Primeiro voltou a Cachoeira e depois seguiu com a família para Irará, no sertão baiano, em busca de uma melhora na saúde do pai.

Foi ali que conheceu seu futuro marido, Eusínio Gaston Lavigne (1873-1973), advogado de família tradicional de cacauicultores de Ilhéus, no sul da Bahia. Casaram-se na casa de seu irmão, Tertuliano Teixeira, em Irará, aos 37 anos - idade considerada avançada para o casamento de uma mulher na época. Quando Eusínio, um branco, avisou a família que casaria com uma mulher negra seus familiares acharam que era mentira. Os parentes de Eusínio não compareceram ao casamento. Teixeira não demorou a sentir o preconceito da família do marido e da sociedade ilheense quando chegou à cidade.

Ela encarou os feitos da ditadura do Estado Novo e defendeu sua família, em Ilhéus, em 1937, quando o seu marido Eusínio Gaston Lavigne teve o seu mandato de prefeito destituído. Quase trinta anos depois, em 1964, sofreu com a prisão de seu companheiro durante a ditadura militar. Depois do casamento, Teixeira decidiu deixar a medicina para se dedicar à família e teve dois filhos. A família mudou-se, então, para Salvador. Na década de 1950, Teixeira escreveu uma carta defendendo o legado do pai, desmerecido no livro Teixeira Moleque, do deputado e médico Rui Santos. Teixeira morreu aos 86 anos, em 1970. Seus descendentes, filhos, netos e bisnetos, também se tornaram médicos.

Fontes

https://www.cremeb.org.br/index.php/noticias/dia-da-mulher-conheca-maria-odilia-teixeira-a-primeira-medica-negra-do-brasil/

 https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Maria_Od%C3%ADlia_Teixeira


 

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Mulher na história: Dorothy Vaughan

Olá pessoal!

Como já sabem adoro temas relacionados a corrida espacial, espaço, universo, astronautas e tudo que tenha sobre o assunto. E não podia deixar de me interessar sobre as mulheres que participaram/colaboraram com a corrida espacial dos EUA.

Dorothy Vaughan foi uma dessas matemáticas incríveis. Tem outras duas postagens sobre Mary W Jackson  e  Ketherine Jhonson aqui no blog.



Dorothy Johnson Vaughan (Kansas City, 20 de setembro de 1910 — Hampton, 10 de novembrode 2008), foi uma matemática estadunidense, que trabalhou na National Advisory Committee for Aeronautics (NACA), a agência predecessora da NASA. Em 1949, ela foi a primeira mulher negra a ser promovida chefe de departamento na NASA.

Nascida Dorothy Johnson, em Kansas City, Missouri, era filha de Annie e Leonard Johnson. Quando era adolescente, a família se mudou para Morgantown, Virgínia Ocidental, formando-se no ensino médio em 1925, entrou na Universidade Wilberforce, em Ohio em 1929.

Tornou-se professora para auxiliar a família, abandonando o sonho de fazer mestrado, durante a Grande Depressão. Casou-se em 1932, com Howard Vaughan e tiveram quatro filhos. Para ganhar algum dinheiro durante as férias e aumentar a renda da família, Dorothy começou a trabalhar na lavanderia de um quartel durante a Segunda Guerra Mundial.  Foi nessa época que viu vagas abertas para gente com formação em matemática para o Langley Research Center, especializando-se em rotas de voo, Projeto Scout, e programação FORTRAN.

A Ordem Executiva 8802 proibia a discriminação racial na indústria de defesa nos Estados Unidos, o que permitiu a contratação de negros para os órgãos federais, sem discriminação de cor, ao menos no papel. Foi esta ordem que possibilitou a contratação de dezenas de profissionais negros para agências como a NACA e foi ela quem possibilitou a contratação de Dorothy, em 1943. Uma vez contratada, ela foi designada para a West Area Computers, uma área segregada da instalação, com mulheres negras com formação em matemática, cujos cálculos foram usados em projetos espaciais e de aviação.

A área era segregada, mesmo que uma lei federal impedisse a segregação. Um cartaz na cafeteria da instalação foi removido diversas vezes, que designava uma mesa apenas para negros, até que a placa não foi mais recolocada. Em 1949, ela se tornou chefe da West Area Computers, um grupo de trabalho composto inteiramente de mulheres negras e matemáticas. Essa promoção a tornou a primeira supervisora negra na NASA, uma das poucas mulheres, em uma época em que o racismo era explícito no país.

Como líder da equipe, ela instruiu novos conceitos aos funcionários, tanto os novos quanto os já existentes. A matemática Katherine Johnson foi designada para o grupo de Dorothy antes de ser transferida para o Langley's Flight Research Division. Em uma entrevista em 1994, ela relembrou os tempos em que trabalhou em Langley na Era Espacial e que sentia que "trabalhava no limite de algo muito excitante".

Dorothy continuou em Langley depois da NACA se tornar NASA, se especializando em computação e em programação FORTRAN. Trabalhou nos centros de pesquisa e análise computacional de Langley, participando dos testes do Projeto Scout (Solid Controlled Orbital Utility Test system) na Wallops Flight Facility.  

Dorothy se aposentou da NASA em 1971 e faleceu em 10 de novembro de 2008.
Em 2016, o nome de Dorothy voltou à mídia no filme Hidden Figures, no qual ela é interpretada pela ganhadora do Oscar, a atriz Octavia Spencer. O filme é baseado no livro de mesmo nome, da escritora Margot Lee Shetterly, que documenta as trajetórias de Dorothy, Katherine Johnsone Mary Jackson.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Vaughan

terça-feira, 11 de março de 2025

Mulher na história: Mary W. Jackson

Olá pessoal!

Faz tempo que não posto mulheres que entraram na história, retomando em grande estilo.

Uma matemática que participou da equipe que levou a Apollo 11 para o espaço.

Vamos saber um pouco sobre Mary W. Jackson.


Mary nasceu em Hampton, na Virgínia, em 1921. Era filha de Frank Winston e Ella Scott Winston. Mary tinha notas altas na escola e no ensino médio. Obteve o bacharelado em Matemática e em Física pela Universidade Hampton, em 1942. Foi líder das bandeirantes por mais de trinta anos e era conhecida na comunidade negra por ter ajudado as crianças a construir uma miniatura de um túnel de vento.
Mary foi casada com Levi Jackson com quem teve dois filhos. Faleceu em 11 de fevereiro de 2005.

Depois de se graduar na Universidade Hampton, Mary ensinou em Maryland. Ela então foi para o National Advisory Committee for Aeronautics (NACA), em 1951. Começou sua carreira como matemática no Langley Research Center, ainda em Hampton. Em 1953, ela foi para o Compressibility Research Division. Depois de 5 anos na NASA e de vários cursos de extensão, Mary foi para um programa especial de treinamento e foi promovida a engenheira aeroespacial. Trabalhou com análise de dados em experimentos com túnel de vento e de aeronaves experimentais no Departamento Teórico de Aerodinâmica, na Divisão de Aerodinâmica Subsônica-Transônica, em Langley. Seu objetivo era de entender como o ar fluía, incluindo empuxo e arrasto. Muitos anos depois, ela foi designada para trabalhar como engenheira aeroespacial na NASA.


Engenheira do National Advisory Committee for Aeronautics(NACA), que se tornou a atual NASA, em 1958. Por boa parte de sua carreira, Mary trabalhou no Centro de Pesquisa Langley, em Hampton, Virgínia. Começou na divisão West Area Computers, uma área segregada do complexo, em 1951. Em 1958, após frequentar as aulas de engenharia, tornou-se a primeira mulher negra engenheira da NASA.

Após 34 anos na NASA, Jackson conquistou o título de engenheira sênior do mais alto grau. Ela percebeu então que não poderia ganhar mais promoções sem se tornar supervisora. Assim, aceitou um rebaixamento para se tornar gerente do Programa Federal para Mulheres, do Escritório de Programas de Igualdade de Oportunidades da NASA e do Programa de Ação Afirmativa da agência. Nessa função, ela trabalhou para influenciar a contratação e promoção de mulheres nas carreiras de ciências, engenharia e matemática da NASA.

Mary Jackson é uma das pessoas biografadas no livro de não ficção Hidden Figures, de 2016 (lançado no Brasil com o título Estrelas Além do Tempo) é uma das protagonistas do filme de mesmo nome, lançado naquele ano.

Mary foi interpretada no filme Hidden Figures, que foi lançado em 2017, sobre as três cientistas negras da NASA que calcularam as trajetórias de voo do Projeto Mercury e do Apollo 11, nos anos 1960. O filme é baseado no livro de Margot Lee Shetterly que documentou as carreiras e as contribuições de Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. Mary é interpretada pela cantora e artista visual Janelle Monáe. Em 2019, Mary foi postumamente agraciada com a Medalha de Ouro do Congresso.

Em 2021, a sede da NASA em Washington, D.C. foi renomeada para sede Mary W. Jackson NASA.




Mary trabalhou para ajudar mulheres e outros grupos minoritários a avançar em suas carreiras, incluindo aconselhamento sobre como estudar para mudar seus títulos de "matemáticas" para "engenheiras", para aumentar suas chances de promoção, como ela mesma fez. Depois de 34 anos na NASA, Mary alcançou o nível mais alto como engenheira sem ter que se tornar supervisora. Ela decidiu receber menos e mudar de posição para se tornar administradora no campo de Oportunidades Iguais. Depois de trabalhar no quartel-general da NASA, ela voltou a Langley onde trabalhou por mudanças e para destacar mulheres e outros grupos minoritários em suas áreas de atuação. Ela administrou o Federal Women’s Program no escritório do Programa de Oportunidades Iguais e no Programa de Ações Afirmativas. Mary trabalhou na NASA até sua aposentadoria, em 1985.

Mary foi interpretada no filme Hidden Figures, que foi lançado em 2017, sobre as três cientistas negras da NASA que calcularam as trajetórias de voo do Projeto Mercury e do Apollo 11, nos anos 1960. O filme é baseado no livro de Margot Lee Shetterly que documentou as carreiras e as contribuições de Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. Mary é interpretada pela cantora e artista visual Janelle Monáe.


O edifício da sede da NASA em Washington, D.C. foi renomeado como Mary W. Jackson NASA Headquarters em uma cerimônia virtual em 26 de fevereiro de 2021.

@renatafashionfonseca