RENATA FONSECA

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Mulher na história: Camille Claudel

Olá pessoal!

Estava passeando pelo Instagram e li uma postagem interessante sobre mulheres casadas com grandes artistas e escritores que também tinham seus trabalhos, mas que não eram valorizadas por serem mulher.

Começando por Camille, conhecia de nome e mais nada. 


Um pouco sobre essa grande artista.

Camille Claudel, nome artístico de Camille Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper (Fère-en-Tardenois, 8 de dezembro de 1864 – Montdevergues, 19 de outubro de 1943) foi uma escultora e artista francesa. Faleceu na obscuridade, mas sua obra ganhou reconhecimento por sua originalidade décadas após a morte.

Já moça Camille estudou na Académie Colarossi, um dos poucos lugares abertos a estudantes mulheres com o escultor Alfred Boucher. Em 1882, alugou um ateliê com outras mulheres, a maioria inglesa. Alfred Boucher era seu mentor e lhe concedeu a inspiração e encorajamento que recaiu sobre toda uma geração de novos escultores. Camille esculpiria um busto dele em gratidão. Antes de mudar-se para Florença, depois de ter lecionado para Camille e as colegas por mais de três anos, Alfred perguntou a Auguste Rodin se ele não gostaria de assumir a instrução de suas alunas. Foi assim que o tumultuado e controverso o relacionamento começou, ela então com 19 anos.

Por volta de 1884, Camille começa seus estudos na oficina de Rodin. Ela se torna sua inspiração, sua modelo, confidente e amante. Camille nunca morou junto de Rodin, que relutava em terminar seu relacionamento com Rose Beuret. O conhecimento de seu caso com o escultor desagradou a família, em especial sua mãe, que a rejeitava por não ter nascido menino (e tendo nascido após a morte de primeiro bebê) e nunca concordou com seu envolvimento com as artes. Como resultado, Camille deixou a residência da família e após sofrer um aborto em 1892, terminou o relacionamento íntimo que tinha com Rodin, apesar de continuar a vê-lo com frequência até 1898.

Camille transcendia os padrões convencionais para esculturas em sua época e até nas décadas seguintes. Alguns classificavam seus trabalhos como sendo ainda mais viris que obras feitas por artistas homens e que sua escultura possuía a assinatura que apenas os gênios em suas áreas possuem.

Ela teria percebido após algum tempo de envolvimento com o escultor que ele a explorava e que ela nunca seria obediente como Rodin queria, reconhecendo em seguida como a sociedade explorava as mulheres. 



Quando Rodin viu a escultura A Idade Madura pela primeira vez em 1899, sua reação foi de choque e fúria. Imediatamente ele cessou seu suporte a Camille e pressionou o ministro de belas artes que cancelasse pagamentos para obras em bronze. Esculpir era uma arte cara e Camille recebia poucas encomendas devido ao seu estilo pouco comum para o gosto da época, o que a endividou.

Apesar de ter destruído parte de seu acervo, cerca de 90 estátuas de Camille sobreviveram. A força e a grandiosidade de seu talento estavam na verdade em um lugar muito incômodo: entre a figura legendária de Rodin e a de seu irmão que se tornou um dos maiores expoentes da literatura de sua geração. E não é difícil ler que as questões de gênero permeiam esse lugar menor dedicado a Camille.

De 1903 em diante Camille começa a exibir seus trabalhos no Salão de Paris, ou no Salon d'Automne. É considerada pelos críticos de arte e escritores como um gênio da escultura, uma revolta contra os padrões estabelecidos para as mulheres. Seus trabalhos iniciais podem demonstrar influência de Rodin, mas mostram seu conhecido lirismo e farta imaginação.

Após 1905, Camille pareceu desenvolver algum transtorno mental. Ela destruiu muitas de suas obras, desaparecia por longos períodos de tempo e exibia sinais de paranoia, tendo sido diagnosticada com esquizofrenia. Ela acusava Rodin de roubar suas ideias e de armar um complô para assassiná-la. 

Seu pai aprovava seu estilo de vida e sua escolha profissional e a manteve financeiramente até sua morte em 2 de março de 1913, fato que não foi informado a Camille. Dias depois, em 10 de março, seu irmão Paul Claudel internou-a abusivamente no hospital psiquiátrico de Ville-Évrard, em Neuilly-sur-Marne. No formulário diz que o internamento foi "voluntário", mas foi assinado apenas pelo irmão de Camille e pelo médico responsável. Há registros que mostram que, embora ela tenha tido surtos, estava completamente lúcida enquanto trabalhava na sua arte. Os médicos tentaram convencer a família de que Camille não precisava de ser internada, mas mesmo assim eles a mantiveram lá.

Em 1914, os pacientes foram transferidos para Enghien, para se protegerem do avanço de tropas alemãs. Em 7 de setembro de 1914, Camille foi transferida, junto de várias mulheres, para o Asilo de Montdevergues, em Montfavet, a seis quilômetros de Avignon. Sua mãe proibiu Camille de receber cartas de qualquer pessoa, a não ser do irmão. O hospital propôs novamente que Camille não tinha por que ser mantida encarcerada, mas a família se recusava a lhe dar a dispensa. Em 1º de junho de 1920, o médico Dr. Brunet mandou uma carta à mãe para que tentasse reintegrar a filha ao convívio familiar, mas nunca recebeu resposta.

Seu irmão Paul Claudel a visitou apenas setes vezes em 30 anos: 1913, 1920, 1925, 1927, 1933, 1936, 1943. Sempre se referia às visitas como tensas. Sua irmã Louise a visitou apenas uma vez, em 1929. Sua mãe, porém, nunca a visitou. 

Camille Claudel faleceu em 19 de outubro de 1943, após viver 30 anos no hospício de Montfavet. Em setembro de 1943, Paul foi informado sobre a doença terminal de sua irmã, tendo dificuldades de atravessar a França ocupada, durante a Segunda Guerra Mundial, mas não estava presente nem na sua morte nem em seu funeral. Sua mãe faleceu em 20 de junho de 1929 e sua irmã também não foi a Montfavet. O corpo de Camille foi enterrado no cemitério da instituição em uma vala comum.

Ela morreu sozinha em 1943. Hoje em dia, seu talento é celebrado e ela ganhou um museu em sua homenagem na França, o Museu Camille Claudel.

Fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Camille_Claudel        

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Dicas de série: All Her Fault, documentário:  Nixon by Nixon: In His Own Words e filme: Noxon.


Olá pessoal!

Faz muito tempo que não assisto uma tão boa!

O desenrolar da história é excelente.

Recomendo!

Prime


Drama, Suspense

Elenco: Sarah Snook, Michael Peña, Dakota Fanning

Nacionalidade Reino Unido

 Sinopse

Em All Her Fault, o pior pesadelo de qualquer pai e mãe se torna realidade na vida de Marissa e Peter Irvine. Quando Marissa chega para buscar seu filho Milo na casa de um colega da nova escola, a mulher que atende a porta garante que nunca ouviu falar de Milo ou de Marissa. Desesperada e pensando o pior, Marissa embarca numa caçada pelo paradeiro de Milo que desapareceu sem deixar rastros. Desvendar esse mistério não será fácil ou aproximará Marissa e Peter. Pelo contrário, a família passa a se desintegrar. Enquanto isso, Marissa forja um forte laço e uma marcante aliança com a nova amiga Jenny Kaminski (Dakota Fanning). Juntas, elas buscam por Milo, desvendando profundos segredos familiares que alteram a vida de ambas. Encarregado pela polícia de encontrar Milo e os sequestradores, o Detetive Alcaras (Michael Peña) também se infiltra na grande e compleza teia de mentiras e segredos envolvendo as famílias Irvine e Kaminski, indo até mesmo aos limites de seu código moral e ético pela verdade.

Excelente documentário que tem como base as gravações feitas (escondidas diga-se de passagem) pelo então presidente Nixon.

Melhor que o filme.

HBO



Documentário, História

Direção: Peter W. Kunhardt

Título original: Nixon by Nixon: In His Own Words

 Sinopse

Este revelador documentário explora vários aspectos do episódio da renúncia de Richard Nixon, que costumava gravar suas conversas privadas.


Achei esse filme superchato! Me pareceu um Nixon com mania de perseguição, com ficção na família Kennedy.

O filme ganhou o Oscar de 1996 nas seguintes categorias: melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor trilha sonora e melhor roteiro original.

 DISNEYPLUS



Biografia, Drama, Histórico

Direção: Oliver Stone

Roteiro Oliver Stone, Stephen J. Rivele

Elenco: Anthony Hopkins, Joan Allen, Powers Boothe

Sinopse

A incrível trajetória de Richard Nixon (Anthony Hopkins) desde a sua infância, passando por sua derrota para John F. Kennedy, sua ascensão política, que teve como ápice ser eleito duas vezes presidente, e sua subsequente queda com o escândalo Watergate, que o aniquilou politicamente. 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

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