RENATA FONSECA

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Mulher na história: Esperança Garcia.

Olá pessoal!

Na minha busca por mulheres que deixaram sua marca no mundo, passeando pela internet encontrei Esperança Garcia que hoje é considerada a primeira advogada do Brasil.

Um pouco sobre ela.


Esperança Garcia (Fazenda Algodões, circa 1751 - ?) foi uma mulher negra escravizada brasileira, considerada a primeira mulher advogada do Brasil. Em 6 de setembro de 1770, Esperança enviou uma petição ao então presidente da Capitania de São José do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, onde denuncia maus-tratos e abusos físicos contra ela, seu filho e companheiras de cativeiro, feitos pelo feitor da Fazenda Algodões.

Esperança nasceu em uma fazenda de propriedade dos jesuítas, onde hoje fica o município de Nazaré do Piauí. Em 1759, Marquês de Pombal expulsou os jesuítas do Brasil, por conflitos de interesse entre a Companhia de Jesus e a Coroa Portuguesa. Após a expulsão dos jesuítas, essas propriedades foram transferidas ao controle do governo colonial, que impôs condições severas aos escravizados. Aos 9 anos de idade, quando a ela foi levada como escrava para a casa do capitão Antônio Vieira de Couto. Aos 16 anos, teve seu primeiro filho. 

A carta em que Esperança Maria fundamenta sua situação ao governador da capitania.

Em 6 de setembro de 1770, escreveu uma carta ao governador da Capitania do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, denunciando os maus-tratos que sofria. Pedia ainda para retornar à Fazenda Algodões e para ter sua filha batizada.

O texto, datado de 6 de setembro de 1770, foi descoberto pelo antropólogo e historiador Luiz Mott, professor na Universidade Federal da Bahia. Revisto e analisado, passou a ser considerado uma petição — a primeira peça jurídica escrita por uma mulher no Brasil.

Fugiu pouco depois, reaparecendo numa relação de trabalhadores escravizados da Fazenda Algodões, datada de 1778, casada com o angolano Ignácio e com sete filhos.

Em 2017, o Memorial Zumbi dos Palmares, espaço dedicado à cultura negra em Teresina, foi reformado e reinaugurado com o nome de Memorial Esperança Garcia. No Carnaval de 2019, a Estação Primeira de Mangueira fez uma homenagem a Esperança Garcia em seu samba-enredo "História pra Ninar Gente Grande". Em 2023, a escola de samba Em Cima da Hora homenageou Esperança Garcia em seu enredo, na Série Ouro dos desfiles do Rio de Janeiro.

Em 2022, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) passou a reconhecer Esperança Garcia como a primeira advogada brasileira, repetindo uma honraria póstuma que já havia sido conferida ao abolicionista Luiz Gama (1830-1882) em 2015.

 

Fontes

https://pt.wikipedia.org/wiki/Esperan%C3%A7a_Garciattps://www.bbc.com/portuguese/articles/c308pvg7m6po


 

@renatafashionfonseca