segunda-feira, 18 de maio de 2026
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Me dei conta que nunca tinha falado de uma peça fundamental para quem mora em cidade que tem praia o biquíni. Eu adoro! Mesmo frequentando muito pouco a praia tenho vários biquínis.
Um pouco sobre a origem dessa peça.
O biquíni ou bikini é um conjunto
de duas peças, derivadas do maiô, de tamanhos reduzidos, que cobrem o
busto e a parte inferior do tronco. É
claro que ele não foi o primeiro exemplo de roupa de banho – nem mesmo de um
duas-peças.
Na Grécia e Roma antigas, as mulheres usavam tops e partes de
baixo feitos de lenço para participarem de esportes. Mais para frente, os
vitorianos, com seu cada vez maior interesse em balneários, favoreciam o
comedimento em suas incursões em banhos ao ar livre: as primeiras fotos da
roupa de praia mostravam mulheres de vestidos
longos e calções para enfrentar as
ondas.
No entanto, a primeira metade do século 20 viu uma rápida redução
na quantidade de tecido necessário para ir à praia. Uma jornada cercada de
polêmica, que incluiu a prisão da nadadora australiana Annette
Kellerman em Boston em 1907, quando ela usou uma roupa de banho mais
justa, ainda que a cobrisse do pescoço aos dedos do pé. Vários anos mais tarde
em 1913, o estilista Carl Jantzen introduziu um duas-peças composto
por shorts e top justo, que também foi recebido com desconfiança.
No entanto, com a chegada da década de 1920, exibir a pele foi
sendo considerado muito menos ousado – enquanto a década de 1930 viu as costas
e as laterais ganhando não apenas espaço, mas uma exposição séria. Desde os
lindos maiôs
com recortes de Claire McCardell até a
aparição de estrelas como Jayne Mansfield, Rita
Hayworth e Ava Gardner em peças únicas mais reveladoras
e, cada vez mais, duas peças, a natureza do que era um traje aceitável mudava
continuamente. Mas havia um problema. O Código Hays, um conjunto de regras em
vigor em Hollywood a partir de 1934, proibia a exibição de umbigos em filmes, o
que significava que a parte de baixo dos duas-peças tinha de chegar até a cintura.

A criação do biquíni é disputada por dois estilistas franceses:
primeiro, em 1946, Jacques Heim apresentou o "átomo" como "o
menor maiô do mundo"; três semanas depois, em 5 de julho de
1946, Louis Réard mostrou o "bikini, menor que o menor maiô do
mundo" e ficou com a fama de criador da peça.
No início, as mulheres não estavam preparadas para usar peças de
vestuário tão reduzidas, que mostravam o umbigo. Os biquínis foram,
portanto, proibidos em vários países, incluindo França. No entanto, atrizes como Ava
Gardner, Ursula Andress e Brigitte Bardot foram contra
todos os preconceitos da época e aderiram ao biquíni, como instrumento de
sedução em filmes e em fotos.
O estilo da década de 50 era duas-peças, de tamanho grande e com
as cavas da calça bem baixas. Foi considerado ousado.
Nos anos 1960, o biquíni atingiu o auge de popularidade. Era,
muitas vezes, usado como adorno em filmes e músicas e como
contestação política e social. Tornou-se um símbolo pop.
A popularidade da peça continuaria a aumentar na década de 70, com
tecidos como o crochê.
Em geral, com calcinha lisa e sutiã estampadão. Era ousado porque
o ideal seria ter o conjunto. A tanga foi uma atitude tipicamente carioca.
Na década de 80 lycra brilhante, o sutiã retorcido e sem
nenhuma estrutura no bojo, com cores fortes, como verde-limão e rosa-pink, o
fio dental e o asa-delta foram uma febre, assim como o sunquíni.
Nos anos 1990, a moda do fato de banho foi reavivada
(especialmente por causa dos efeitos nocivos provocados na pele pela exposição
aos raios solares), mas não tirou o lugar ao biquíni.
A parte de baixo do biquíni dessa década era uma espécie de
sunguinha ou shortinho. A camuflagem foi uma padronagem típica da década.
Nos anos 2000 há uma mescla de diversas modas antigas,
principalmente dos anos 1970 e 1990, tornando-se menos comum o modelo
asa-delta. Novos modelos bastante diferentes são criados e apresentados em
desfiles de modas, virando febres em cada momento.
História do biquíni no Brasil
O biquíni chegou ao Brasil em 1948, quando a alemã Miriam Etz
apareceu na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, com um traje adaptado,
gerando polêmica e fascínio. Pioneiras como as vedetes Carmem Verônica e Norma
Tamar também ajudaram a introduzir a peça.
Na década de 50, o uso era ousado, gerando críticas de
conservadores. Em 1961, o presidente Jânio Quadros proibiu o uso de biquínis em
praias, clubes e piscinas públicas, alegando atentado à moral.
Nos anos 70, com a revolução sexual e a atitude de mulheres como
Leila Diniz, a peça se consolidou. Surgiram a "tanga" e o biquíni
asa-delta, impulsionados nas praias cariocas.
O biquíni de lacinho e o sutiã cortininha tornaram-se clássicos. O
Brasil tornou-se referência mundial, adaptando o traje a corpos e estilos
diversos, criando a moda "made in Brazil".
Numa mania de enrolar as laterais para ficar mais cavado, a parte
de baixo do biquíni, esta atitude ficou conhecida de enroladinho e foi muito
comum nas praias do Brasil nos anos de 1980, sendo o estopim para que
estilistas criassem o modelo de biquíni chamado de
"asa-delta". O biquíni fio dental foi uma evolução do asa-delta,
sendo lançado no Brasil e somente no Brasil, foi largamente usado.
Fonte
https://pt.wikipedia.org/wiki/Biqu%C3%ADni
https://vogue.globo.com/moda/noticia/2021/07/historia-do-biquini-e-sua-evolucao.html
quarta-feira, 13 de maio de 2026

Michelle
Perrot é uma mulher que está na história, trazendo nos seus estudos e pesquisas
sobre a história das mulheres.
Li
vários artigos dela na faculdade.
Um
pouco sobre a historiadora.
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Michelle
Perrot (Paris, 18 de maio de 1928) é
uma historiadora e professora emérita da Universidade
Paris VII, universidade para qual mudou nos anos 70 sob o impacto de 1968
após ter lecionado na Sorbonne, França. Em 2009 ganhou o Prémio
Femina de Ensaio.
Perrot
apresentou seu pai como um “négociant en cuir” (negociante de couro), dono de
uma loja no bairro. A família vivia na rua Greneta, em um bairro extremamente
vivo e popular. Esse cenário formativo explica a intimidade precoce de Michelle
com os territórios que traziam o trabalho, a pobreza e os “corpos” que a ordem
burguesa tenta tornar invisíveis.
Faz
parte da geração da Escola Nova Francesa de Estudos Sociais na Europa e é
especialista na história do século XIX. O artigo "Uma história das mulheres
é possível?" é precursor dos estudos sobre a história das mulheres no
ocidente. Defendeu sua tese de doutorado de Estado sobre o movimento operário
sob a supervisão de Labrousse. Historiadora engajada participou ao lado
de Foucault do grupo de discussão sobre as prisões. Promoveu
importante debate entre os historiadores e Michel Foucault publicado
no livro que organizou "A impossível prisão". Dirigiu ao lado
de G. Duby a série História da Vida Privada e História
das mulheres no Ocidente.
Ao longo de
décadas, Perrot deslocou o foco da historiografia francesa para o mundo do
trabalho, para a análise do positivismo e para as questões femininas —
enxergando a mulher não como um “tema” ou um objeto de estudo desumanizado, mas
sim como um problema político, visando compreender quem é digno de ser
considerado um sujeito histórico e quem é lançado ao apagamento.
Perrot iniciou seus
estudos na área – e também sua militância, já que se coloca como uma
historiadora feminista – em 1973, quando, já doutora em História e docente na Universidade
Paris VII, lecionou um curso intitulado “As mulheres têm uma
História?”. Desde então, publicou vários livros sobre o tema, como “A
História das mulheres no Ocidente”, “Minha História das mulheres”, “Mulheres
públicas”, “As mulheres ou o silêncio da História” e o
infanto-juvenil “Era uma vez… a História das mulheres”, além
deste “Os excluídos da História: operários, mulheres e
prisioneiros”, lançado no Brasil pela primeira vez em 1988 e relançado em
2017 pela Editora Paz e Terra.
A contribuição fundamental da historiadora é a sua luta no
movimento feminista demonstrando que o trabalho histórico também se faz
permeado pela ação política no presente. A autora figura como umas das mais
célebres historiadoras da causa feminista, assim como da vertente social da
história francesa.
Ela é membro do comitê de padrinhos da coordenação francesa para a
década da cultura da paz e da não-violência. Recebeu o Prémio Simone de
Beauvoir em 2014.
Fontes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Michelle_Perrot