RENATA FONSECA

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Sobre o belíssimo figurino  da novela A nobreza do amor.

Olá pessoal!

Esses dias parei para assistir a novela das 18:00 horas.  Que desbunde, uma produção de primeira qualidade.

E o figurino o que mais me chamou atenção. Os do reino de Batanga com muito dourado e cores quentes, mas os figurinos da cidade de Barro  Preto ganharam meu coração.

Pela primeira o figurino de uma novela desfilou no Rio Fashion Week, foi sucesso.

Vamos saber um pouco sobre a produção e construção dos figurinos.

A obra, escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, é uma fábula afro-brasileira que se passa nos anos 1920, tendo como fio condutor o encontro de uma princesa africana e um trabalhador brasileiro, protagonistas de uma história de amor e aventura, repleta de emoção e com toques de humor.


Os figurinos são assinados por Marie Salles, com caracterização de Auri Motta, e traduzem esse encontro entre África e Nordeste brasileiro nos anos 1920. A trama conta a história da princesa Alika (Duda Santos), que foge do reino fictício de Batanga, na África, após um golpe de Estado de Jendal (Lázaro Ramos), refugiando-se no Nordeste brasileiro, onde vive um romance com Tonho (Ronald Sotto).

O figurino, rico em detalhes e trabalhos manuais, foi inspirado na vasta cultura africana. A maioria das peças foi produzida nos estúdios Globo especialmente para a novela. Foram mais de seis meses de pesquisa e preparação para o figurino.

Para Batanga, peças com bordados extremamente delicados, jacquards e estampas nobres. Além de muitas cores vibrantes. 




Para os figurinos de Barro Preto, o melhor do estilo da década de 20. Vestidos fluidos com movimento, blazers com modelagens impecáveis, destacando os ombros, recortes e amarrações.

Há riqueza de bordados, volumes de época e construção cuidadosa de silhuetas, que equilibram pesquisa histórica e apelo visual.

Fontes

https://extra.globo.com/blogs/inventando-moda/post/2026/04/rio-fashion-week-desfile-da-novela-a-nobreza-do-amor-faz-plateia-vibrar-de-emocao.ghtml


https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/autocuidado/moda/elenco-de-a-nobreza-do-amor-desfila-figurinos-da-novela-de-epoca-da-globo-no-rio-fashion-week,269027f5563a4ec515032ae7865f5e346b3q5l0b.html?utm_source=clipboard

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Mulher na história: Letitia Mumford Geer

Olá pessoal!!!

Hoje vamos conhecer um pouco sobre Letitia e sua criação\inovação.

Ela é reconhecida como uma das mulheres que mudaram a saúde mundial com suas contribuições técnicas, destacando-se em uma época com pouca participação feminina na criação de instrumentos patenteados. 



Letitia Mumford Geer (1852 – 18 de julho de 1935) foi uma enfermeira, inventora e fabricante de instrumentos médicos americana, mais conhecida por criar a primeira seringa médica prática para uso com uma só mão. Seu projeto patenteado em 1899 melhorou significativamente a precisão, a higiene e a eficiência da administração de medicamentos e influenciou o desenvolvimento das seringas modernas usadas na área da saúde atualmente. Mais tarde, ela fundou a Geer Manufacturing Company e contribuiu com outras inovações para a instrumentação médica, tornando-se uma das primeiras mulheres inventoras reconhecidas nesse campo.

Letitia Geer nasceu em 1852 na cidade de Nova York, filha de George Warren Geer e Cornelia Matilda Mumford Geer, e era uma de quatro irmãos. Embora pouco se tenha documentado sobre sua juventude, ela trabalhou inicialmente como professora antes de ingressar na profissão de enfermagem. Suas experiências clínicas a expuseram às limitações dos instrumentos médicos da época, particularmente as seringas, despertando seu interesse em aprimorar as tecnologias médicas por meio de um design prático e centrado no usuário.

Após passar vários anos lecionando, Geer mudou-se para Chicago, onde conheceu seu marido, Charles Geer, um empresário envolvido na fabricação de instrumentos cirúrgicos. Por meio de seu trabalho ao lado dele, ela se familiarizou cada vez mais com o design e a função de dispositivos médicos usados ​​em hospitais e clínicas. Geer observou que muitas das seringas comumente usadas eram volumosas, exigiam o uso das duas mãos e eram propensas a imprecisões e problemas de higiene. Essas limitações representavam desafios para enfermeiros e médicos, especialmente em ambientes clínicos que exigiam rapidez, precisão e esterilidade.



Motivada a criar uma ferramenta mais segura e eficiente, Geer projetou uma seringa que podia ser operada inteiramente com uma mão, melhorando tanto o controle quanto a higiene. Ela registrou um pedido de patente para o dispositivo em 12 de fevereiro de 1896.  Sua invenção, que incorporava uma alça para o dedo presa ao êmbolo, permitia aos usuários estabilizar o corpo da seringa enquanto administravam a medicação suavemente com um único movimento. O Escritório de Patentes dos EUA concedeu-lhe a patente em 1899 sob o número de publicação US622848A.  Embora seu projeto representasse uma melhoria notável em relação às seringas existentes, alguns hospitais continuaram a usar outros dispositivos, e várias empresas logo fabricaram seringas muito semelhantes ao seu modelo patenteado.

Em 1904, Geer fundou a Geer Manufacturing Company para produzir e aprimorar sua seringa e continuar desenvolvendo instrumentos médicos. Além da inovação em seringas, ela patenteou melhorias no espéculo nasal e em um retrator cirúrgico, ambos projetados com a mesma ênfase em usabilidade e precisão. Fora de seu trabalho em tecnologia médica, Geer foi ativa no movimento sufragista feminino e participou da Associação Nacional Americana pelo Sufrágio Feminino, refletindo seu amplo compromisso com o progresso social e os direitos das mulheres. 

O design da seringa dela tinha uma agulha destacável, um êmbolo de borracha e um cilindro de vidro. O êmbolo de borracha podia aspirar fluidos para dentro da seringa. Além disso, o êmbolo tinha uma alça em forma de U. 

Letitia Geer morreu em 18 de julho de 1935, no Brooklyn, Nova York, aos 83 anos. 

Fonte

https://en.wikipedia.org/wiki/Letitia_Mumford_Geer


quarta-feira, 29 de abril de 2026

Mulher na história: Emília Viotti da Costa.
Olá pessoal!

A mulher que ficou na história como uma grande  pesquisadora e professora de história.

Na faculdade li muitos textos dela.

Vamos saber um pouco sobre EmíliaViotti da Costa.



Emília Viotti da Costa (São Paulo, 28 de fevereiro de 1928 — 2 de novembro de 2017) foi uma historiadora, pesquisadora e professora universitária brasileira.

Emília Viotti da Costa foi uma historiadora especializada em história social e econômica. Formada em História pela Universidade de São Paulo (USP). Em 24 de junho de 1999, tornou-se a 26ª professora emérita da universidade em que se formou. Suas pesquisas foram pioneiras nos estudos sobre a escravidão o movimento abolicionista e a transição da Monarquia para a República no Brasil. Além de sua contribuição acadêmica, Viotti foi uma pessoa que viveu em defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas.

Iniciou sua trajetória acadêmica na Universidade de São Paulo, onde se formou em História em 1954. Após sua graduação, dedicou-se à docência e à pesquisa na mesma universidade, onde desenvolveu grande parte de sua carreira. Em 1964, concluiu seu doutorado com uma tese sobre a Abolição da Escravatura no Brasil, uma obra de notoriedade dentro do tema.

Sua carreira foi marcada pelo engajamento com a história social e pela análise crítica dos processos históricos brasileiros, especialmente no que diz respeito à escravidão, abolição e às estruturas de poder. Em 1969, após o endurecimento do regime militar no Brasil, ela foi forçada a se exilar nos Estados Unidos, onde continuou sua carreira acadêmica. Nos Estados Unidos, lecionou em várias universidades, incluindo a Universidade Yale, Stanford e Illinois, onde se estabeleceu e tornou-se professora titular. Como professora, Viotti influenciou a historiografia brasileira, promovendo uma abordagem crítica e interdisciplinar. Ela é conhecida por ter se tornado referência nos estudos de história da escravidão e da abolição.

Emília morreu em 2 de novembro de 2017, em São Paulo, aos 89 anos, em decorrência da falência múltipla dos órgãos.

Aqui estão reunidas todas as obras que Emília Viotti da Costa produziu e participou durante sua trajetória.

·       Da Senzala à Colônia (1966)

·       A Abolição (1982)

·       A Monarquia e a República no Brasil (1989)

·       O Supremo Tribunal Federal e a Construção da Cidadania (2001)

·       A Escravidão em São Paulo: A Negociação da Liberdade (2004)

·       Coroas de Glória, Lágrimas de Sangue: A Rebelião dos Escravos de Demerara, 1823"(1998)

·       O Sincretismo Religioso no Brasil (1980)

·       Dialética Invertida e a Reorganização do Projeto Colonial: Análise do Caso Português (1988)

·       História do Trabalho no Brasil (2006)

·       Imagens e Fantasias na Criação do Brasil (1994)

·       Ideologia Burguesa e Disciplina Operária (1977)

·       A Dialética Invertida: As Origens do Colapso da Economia Açucareira Colonial, 1750-1800 (1969)

·       Estudos de História (1984)

·       Introdução ao Estudo da Emancipação Política do Brasil (1964)


Fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Em%C3%ADlia_Viotti_da_Costa

 

@renatafashionfonseca