RENATA FONSECA

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Podcast Bate papo com as amigas: Questionamentos!
Mulher na história: Michelle Perrot

Olá pessoal!

Michelle Perrot é uma mulher que está na história, trazendo nos seus estudos e pesquisas sobre a história das mulheres.

Li vários artigos dela na faculdade.

Um pouco sobre a historiadora.



Michelle Perrot (Paris, 18 de maio de 1928) é uma historiadora e professora emérita da Universidade Paris VII, universidade para qual mudou nos anos 70 sob o impacto de 1968 após ter lecionado na Sorbonne, França. Em 2009 ganhou o Prémio Femina de Ensaio.

Perrot apresentou seu pai como um “négociant en cuir” (negociante de couro), dono de uma loja no bairro. A família vivia na rua Greneta, em um bairro extremamente vivo e popular. Esse cenário formativo explica a intimidade precoce de Michelle com os territórios que traziam o trabalho, a pobreza e os “corpos” que a ordem burguesa tenta tornar invisíveis.

Faz parte da geração da Escola Nova Francesa de Estudos Sociais na Europa e é especialista na história do século XIX. O artigo "Uma história das mulheres é possível?" é precursor dos estudos sobre a história das mulheres no ocidente. Defendeu sua tese de doutorado de Estado sobre o movimento operário sob a supervisão de Labrousse. Historiadora engajada participou ao lado de Foucault do grupo de discussão sobre as prisões. Promoveu importante debate entre os historiadores e Michel Foucault publicado no livro que organizou "A impossível prisão". Dirigiu ao lado de G. Duby a série História da Vida Privada e História das mulheres no Ocidente.

Ao longo de décadas, Perrot deslocou o foco da historiografia francesa para o mundo do trabalho, para a análise do positivismo e para as questões femininas — enxergando a mulher não como um “tema” ou um objeto de estudo desumanizado, mas sim como um problema político, visando compreender quem é digno de ser considerado um sujeito histórico e quem é lançado ao apagamento.

Perrot iniciou seus estudos na área – e também sua militância, já que se coloca como uma historiadora feminista – em 1973, quando, já doutora em História e docente na Universidade Paris VII, lecionou um curso intitulado As mulheres têm uma História?”. Desde então, publicou vários livros sobre o tema, como “A História das mulheres no Ocidente”, “Minha História das mulheres”, “Mulheres públicas”, “As mulheres ou o silêncio da História” e o infanto-juvenil “Era uma vez… a História das mulheres”, além deste “Os excluídos da História: operários, mulheres e prisioneiros”, lançado no Brasil pela primeira vez em 1988 e relançado em 2017 pela Editora Paz e Terra.

A contribuição fundamental da historiadora é a sua luta no movimento feminista demonstrando que o trabalho histórico também se faz permeado pela ação política no presente. A autora figura como umas das mais célebres historiadoras da causa feminista, assim como da vertente social da história francesa.

Ela é membro do comitê de padrinhos da coordenação francesa para a década da cultura da paz e da não-violência. Recebeu o Prémio Simone de Beauvoir em 2014.

Fontes

https://www.justicadesaia.com.br/os-excluidos-da-historia-de-michelle-perrot-a-resistencia-das-mulheres-a-invisibilidade-e-a-domesticacao-resenha-por-vanessa-prateano/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Michelle_Perrot

https://operamundi.uol.com.br/pensar-a-historia/michelle-perrot-a-trajetoria-da-historiadora-que-escreveu-contra-o-silencio/#google_vignette

 


 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Sobre o belíssimo figurino  da novela A nobreza do amor.

Olá pessoal!

Esses dias parei para assistir a novela das 18:00 horas.  Que desbunde, uma produção de primeira qualidade.

E o figurino o que mais me chamou atenção. Os do reino de Batanga com muito dourado e cores quentes, mas os figurinos da cidade de Barro  Preto ganharam meu coração.

Pela primeira o figurino de uma novela desfilou no Rio Fashion Week, foi sucesso.

Vamos saber um pouco sobre a produção e construção dos figurinos.

A obra, escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, é uma fábula afro-brasileira que se passa nos anos 1920, tendo como fio condutor o encontro de uma princesa africana e um trabalhador brasileiro, protagonistas de uma história de amor e aventura, repleta de emoção e com toques de humor.


Os figurinos são assinados por Marie Salles, com caracterização de Auri Motta, e traduzem esse encontro entre África e Nordeste brasileiro nos anos 1920. A trama conta a história da princesa Alika (Duda Santos), que foge do reino fictício de Batanga, na África, após um golpe de Estado de Jendal (Lázaro Ramos), refugiando-se no Nordeste brasileiro, onde vive um romance com Tonho (Ronald Sotto).

O figurino, rico em detalhes e trabalhos manuais, foi inspirado na vasta cultura africana. A maioria das peças foi produzida nos estúdios Globo especialmente para a novela. Foram mais de seis meses de pesquisa e preparação para o figurino.

Para Batanga, peças com bordados extremamente delicados, jacquards e estampas nobres. Além de muitas cores vibrantes. 




Para os figurinos de Barro Preto, o melhor do estilo da década de 20. Vestidos fluidos com movimento, blazers com modelagens impecáveis, destacando os ombros, recortes e amarrações.

Há riqueza de bordados, volumes de época e construção cuidadosa de silhuetas, que equilibram pesquisa histórica e apelo visual.

Fontes

https://extra.globo.com/blogs/inventando-moda/post/2026/04/rio-fashion-week-desfile-da-novela-a-nobreza-do-amor-faz-plateia-vibrar-de-emocao.ghtml


https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/autocuidado/moda/elenco-de-a-nobreza-do-amor-desfila-figurinos-da-novela-de-epoca-da-globo-no-rio-fashion-week,269027f5563a4ec515032ae7865f5e346b3q5l0b.html?utm_source=clipboard

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