RENATA FONSECA

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Uma breve história do biquíni.

Olá pessoal!

Me dei conta que nunca tinha falado de uma peça fundamental para quem mora em cidade que tem praia o biquíni. Eu adoro! Mesmo frequentando muito pouco a praia tenho vários biquínis.

 

Um pouco sobre a origem dessa peça.

 

O biquíni ou bikini é um conjunto de duas peças, derivadas do maiô, de tamanhos reduzidos, que cobrem o busto e a parte inferior do tronco. É claro que ele não foi o primeiro exemplo de roupa de banho – nem mesmo de um duas-peças.

 

Na Grécia e Roma antigas, as mulheres usavam tops e partes de baixo feitos de lenço para participarem de esportes. Mais para frente, os vitorianos, com seu cada vez maior interesse em balneários, favoreciam o comedimento em suas incursões em banhos ao ar livre: as primeiras fotos da roupa de praia mostravam mulheres de vestidos longos e calções para enfrentar as ondas.

 

No entanto, a primeira metade do século 20 viu uma rápida redução na quantidade de tecido necessário para ir à praia. Uma jornada cercada de polêmica, que incluiu a prisão da nadadora australiana Annette Kellerman em Boston em 1907, quando ela usou uma roupa de banho mais justa, ainda que a cobrisse do pescoço aos dedos do pé. Vários anos mais tarde em 1913, o estilista Carl Jantzen introduziu um duas-peças composto por shorts e top justo, que também foi recebido com desconfiança.

 

No entanto, com a chegada da década de 1920, exibir a pele foi sendo considerado muito menos ousado – enquanto a década de 1930 viu as costas e as laterais ganhando não apenas espaço, mas uma exposição séria. Desde os lindos maiôs com recortes de Claire McCardell até a aparição de estrelas como Jayne Mansfield, Rita Hayworth e Ava Gardner em peças únicas mais reveladoras e, cada vez mais, duas peças, a natureza do que era um traje aceitável mudava continuamente. Mas havia um problema. O Código Hays, um conjunto de regras em vigor em Hollywood a partir de 1934, proibia a exibição de umbigos em filmes, o que significava que a parte de baixo dos duas-peças tinha de chegar até a cintura.

 


A criação do biquíni é disputada por dois estilistas franceses: primeiro, em 1946, Jacques Heim apresentou o "átomo" como "o menor maiô do mundo"; três semanas depois, em 5 de julho de 1946, Louis Réard mostrou o "bikini, menor que o menor maiô do mundo" e ficou com a fama de criador da peça.

 

No início, as mulheres não estavam preparadas para usar peças de vestuário tão reduzidas, que mostravam o umbigo. Os biquínis foram, portanto, proibidos em vários países, incluindo França. No entanto, atrizes como Ava Gardner, Ursula Andress e Brigitte Bardot foram contra todos os preconceitos da época e aderiram ao biquíni, como instrumento de sedução em filmes e em fotos.

 

O estilo da década de 50 era duas-peças, de tamanho grande e com as cavas da calça bem baixas. Foi considerado ousado.

 

Nos anos 1960, o biquíni atingiu o auge de popularidade. Era, muitas vezes, usado como adorno em filmes e músicas e como contestação política e social. Tornou-se um símbolo pop.

 

A popularidade da peça continuaria a aumentar na década de 70, com tecidos como o crochê.

 

Em geral, com calcinha lisa e sutiã estampadão. Era ousado porque o ideal seria ter o conjunto. A tanga foi uma atitude tipicamente carioca.

 

Na década de 80 lycra brilhante, o sutiã retorcido e sem nenhuma estrutura no bojo, com cores fortes, como verde-limão e rosa-pink, o fio dental e o asa-delta foram uma febre, assim como o sunquíni.

 

Nos anos 1990, a moda do fato de banho foi reavivada (especialmente por causa dos efeitos nocivos provocados na pele pela exposição aos raios solares), mas não tirou o lugar ao biquíni.

A parte de baixo do biquíni dessa década era uma espécie de sunguinha ou shortinho. A camuflagem foi uma padronagem típica da década.

 

Nos anos 2000 há uma mescla de diversas modas antigas, principalmente dos anos 1970 e 1990, tornando-se menos comum o modelo asa-delta. Novos modelos bastante diferentes são criados e apresentados em desfiles de modas, virando febres em cada momento.

 

História do biquíni no Brasil

 

O biquíni chegou ao Brasil em 1948, quando a alemã Miriam Etz apareceu na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, com um traje adaptado, gerando polêmica e fascínio. Pioneiras como as vedetes Carmem Verônica e Norma Tamar também ajudaram a introduzir a peça.

 

Na década de 50, o uso era ousado, gerando críticas de conservadores. Em 1961, o presidente Jânio Quadros proibiu o uso de biquínis em praias, clubes e piscinas públicas, alegando atentado à moral.

 

Nos anos 70, com a revolução sexual e a atitude de mulheres como Leila Diniz, a peça se consolidou. Surgiram a "tanga" e o biquíni asa-delta, impulsionados nas praias cariocas.

O biquíni de lacinho e o sutiã cortininha tornaram-se clássicos. O Brasil tornou-se referência mundial, adaptando o traje a corpos e estilos diversos, criando a moda "made in Brazil". 

 

Numa mania de enrolar as laterais para ficar mais cavado, a parte de baixo do biquíni, esta atitude ficou conhecida de enroladinho e foi muito comum nas praias do Brasil nos anos de 1980, sendo o estopim para que estilistas criassem o modelo de biquíni chamado de "asa-delta". O biquíni fio dental foi uma evolução do asa-delta, sendo lançado no Brasil e somente no Brasil, foi largamente usado.

 

 Fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Biqu%C3%ADni

https://vogue.globo.com/moda/noticia/2021/07/historia-do-biquini-e-sua-evolucao.html

 

 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Podcast Bate papo com as amigas: Questionamentos!
Mulher na história: Michelle Perrot

Olá pessoal!

Michelle Perrot é uma mulher que está na história, trazendo nos seus estudos e pesquisas sobre a história das mulheres.

Li vários artigos dela na faculdade.

Um pouco sobre a historiadora.



Michelle Perrot (Paris, 18 de maio de 1928) é uma historiadora e professora emérita da Universidade Paris VII, universidade para qual mudou nos anos 70 sob o impacto de 1968 após ter lecionado na Sorbonne, França. Em 2009 ganhou o Prémio Femina de Ensaio.

Perrot apresentou seu pai como um “négociant en cuir” (negociante de couro), dono de uma loja no bairro. A família vivia na rua Greneta, em um bairro extremamente vivo e popular. Esse cenário formativo explica a intimidade precoce de Michelle com os territórios que traziam o trabalho, a pobreza e os “corpos” que a ordem burguesa tenta tornar invisíveis.

Faz parte da geração da Escola Nova Francesa de Estudos Sociais na Europa e é especialista na história do século XIX. O artigo "Uma história das mulheres é possível?" é precursor dos estudos sobre a história das mulheres no ocidente. Defendeu sua tese de doutorado de Estado sobre o movimento operário sob a supervisão de Labrousse. Historiadora engajada participou ao lado de Foucault do grupo de discussão sobre as prisões. Promoveu importante debate entre os historiadores e Michel Foucault publicado no livro que organizou "A impossível prisão". Dirigiu ao lado de G. Duby a série História da Vida Privada e História das mulheres no Ocidente.

Ao longo de décadas, Perrot deslocou o foco da historiografia francesa para o mundo do trabalho, para a análise do positivismo e para as questões femininas — enxergando a mulher não como um “tema” ou um objeto de estudo desumanizado, mas sim como um problema político, visando compreender quem é digno de ser considerado um sujeito histórico e quem é lançado ao apagamento.

Perrot iniciou seus estudos na área – e também sua militância, já que se coloca como uma historiadora feminista – em 1973, quando, já doutora em História e docente na Universidade Paris VII, lecionou um curso intitulado As mulheres têm uma História?”. Desde então, publicou vários livros sobre o tema, como “A História das mulheres no Ocidente”, “Minha História das mulheres”, “Mulheres públicas”, “As mulheres ou o silêncio da História” e o infanto-juvenil “Era uma vez… a História das mulheres”, além deste “Os excluídos da História: operários, mulheres e prisioneiros”, lançado no Brasil pela primeira vez em 1988 e relançado em 2017 pela Editora Paz e Terra.

A contribuição fundamental da historiadora é a sua luta no movimento feminista demonstrando que o trabalho histórico também se faz permeado pela ação política no presente. A autora figura como umas das mais célebres historiadoras da causa feminista, assim como da vertente social da história francesa.

Ela é membro do comitê de padrinhos da coordenação francesa para a década da cultura da paz e da não-violência. Recebeu o Prémio Simone de Beauvoir em 2014.

Fontes

https://www.justicadesaia.com.br/os-excluidos-da-historia-de-michelle-perrot-a-resistencia-das-mulheres-a-invisibilidade-e-a-domesticacao-resenha-por-vanessa-prateano/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Michelle_Perrot

https://operamundi.uol.com.br/pensar-a-historia/michelle-perrot-a-trajetoria-da-historiadora-que-escreveu-contra-o-silencio/#google_vignette

 


 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

@renatafashionfonseca