RENATA FONSECA: Mulher na História 2024
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Elsa Peretti

Olá pessoal!

Estava no Instagram de e vi uma influencer falando sobre Elsa Peretti e eu tentando lembrar de onde tinha ouvindo esse nome. E realmente já tinha ouvido falar dela na série Haston fiz um post sobre a série e sobre ele.

Um pouco sobre Elsa Peretti.



     
Elsa Peretti nasceu em berço de ouro, em 1940, em Florença na Itália, estudou design de interiores e trabalhou com arquitetura, até se mudar para Barcelona, em 1966 e se tornar modelo, carreira que a levaria para Nova Iorque apenas dois anos depois. Na cidade, trabalhando como modelo, ela rapidamente se inseriu nos círculos mais fechados da moda, se tornando favorita do fotógrafo Helmut Newton, musa e amiga pessoal de Halston. 
Os primeiros designs de Peretti, apareceram nas passarelas de Halston e do designer Giorgio di Sant’Angelo, uma fivela de coração e um pingente de garrafa, respectivamente. Por um tempo, Elsa manteve o trabalho como modelo para pagar pela produção de suas joias, até que em 1972, sua coleção foi comprada pela Bloomingdale’s, onde ela ganhou uma boutique especial. Dois anos depois, Halston teria apresentado Elsa para os executivos da Tiffany, que supostamente a contrataram em 15 minutos. 

Em 1974, a primeira coleção de Elsa para a Tiffany & Co. foi muito bem recebida pela clientela da marca, e muitas peças rapidamente se tornaram itens de colecionadores em todo os Estados Unidos. Os designs de Elsa eram inovadores e diferentes do que se via na época, com formas orgânicas e uma especial fascinação por ossos e cobras. Ela se recusava a se encaixar nos moldes tradicionais, como quando desenhou o frasco do primeiro perfume de Halston, uma embalagem orgânica, torta e com curvas, de difícil produção, mas que imediatamente se tornou um sucesso para ambos.

A pulseira Bone Cuff foi uma de suas peças mais famosas. Embora o bracelete Bone Cuff tenha comemorado seu 50º aniversário em 2020, ele ainda é tão chique e poderoso quanto era na década de 1970. A forma orgânica do punho segue cuidadosamente os contornos do pulso – existem versões direita e esquerda para garantir um ajuste perfeito. Usado junto, se assemelha com a “Mulher Maravilha” de Lynda Carter, que é uma das razões pelas quais Gal Gadot colocou uma algema no recente filme “Mulher Maravilha 1984”. O design elegante e semelhante a uma armadura é um acessório atemporal para mulheres fortes.


Elsa Peretti também sempre deixou claro que “desenha para a mulher trabalhadora”. Um diferencial do seu trabalho foi a acessibilidade que ela trouxe à Tiffany&Co., inserindo nas coleções o uso de materiais como a prata esterlina, que barateavam o produto final – algo que era muito bem-vindo no período entre crises e desacelerações econômicas no mundo todo. Isso também possibilitou que as mulheres comprassem suas próprias joias, para si mesmas, sem precisar de ocasiões especiais ou depender de um marido para isso (na época, a diferença salarial entre homens e mulheres era ainda maior, e mulheres ganhavam bem menos, no geral). 

A designer também teve um trabalho importante de filantropia mais ao final de sua vida, criando a própria instituição, a Fundação Nando e Elsa Peretti – Nando era o nome de seu pai. Elsa Peretti faleceu aos 80 anos, pacificamente em 18 de março de 2021, dormindo em sua casa, e nos deixou um grande legado na moda que felizmente será ainda mais lembrado com a série Halston, disponível na Netflix.

Fontes


https://forbes.com.br/forbeslife/2021/03/conheca-a-trajetoria-da-designer-de-joias-da-tiffany-co-elsa-peretti/?amp
https://ffw.uol.com.br/noticias/design-2/a-historia-e-o-legado-da-designer-elsa-peretti/#:~:text=Elsa%20Peretti%20nasceu%20em%20ber%C3%A7o,Iorque%20apenas%20dois%20anos%20depois.



 

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Mulher na história: Iris Apfel.

Olá pessoal!

Esse perdemos um grande ícone da moda Iris Apfel.  Viveu 103 anos de uma vida incrível, mostrou para o mundo que pessoas idosas podem ter uma vida ativa.

Nunca tinha feito uma pesquisa sobre ela embora sempre tenha acompanho sua história.

No Netflix tem um documentário muito bacana Iris, Uma Vida de Estilo.




Sobre Iris.

Iris Apfel (Nova Iorque, 29 de agosto de 1921 — Palm Beach, 1 de março de 2024) foi uma empresária, designer de interiores e ícone da moda estadunidense. Em 2014, estreiou no Festival de Cinema de Nova Iorque o documentário Iris, dirigido por Albert Maysles.

Foi a única filha de Sadye e Samuel Barrel, ambos judeus. Samuel trabalhava na área de joalheria, enquanto sua mãe, Sadye, possuía uma boutique de roupas femininas.

Iris estudou história da arte na Universidade de Nova Iorque e frequentou a Escola de Arte da Universidade do Wisconsin-Madison.

Ela também foi uma das primeiras mulheres a usar calças jeans no início da década de 40 — isso quando ainda nem existiam opções femininas. De acordo com ela, sua escolha de usar peças do vestuário masculino era uma declaração de direitos femininos, e uma afirmação de moda.

No começo de sua carreira trabalhou no Women’s Wear Daily, um jornal comercial da indústria da moda. Trabalhou com o decorador de interiores Elinor Johnson e como assistente para o ilustrador Robert Goodman.

Casou-se com Carl Apfel em 22 de fevereiro de 1948. Eles se conheceram quando se hospedaram em um mesmo hotel no ano de 1947 e não demorou muito mais que alguns meses para que Apfel subisse ao altar e dissesse sim, detalhe, usando um vestido de renda rosa e sapatos combinando.

Dois anos depois lançaram juntos a tecelagem Old World Weavers, empresa que administraram até 1992 quando decidiram se aposentar. De 1950 a 1992 liderou uma série de projetos de decoração e restauro, inclusive trabalhando na Casa Branca durante nove mandatos diferentes: Truman, Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford, Carter, Reagan e Clinton.

Enquanto tocavam seus negócios na indústria têxtil Iris e Carl viajaram o mundo todo em busca de inspirações, matérias primas e técnicas artesanais. Ao longo dessas viagens adquiriam roupas especiais e artesanais, em especial em viagens ao Oriente, e as revendiam para clientes importantes como celebridades da televisão e moda.

Carl faleceu aos 100 anos em 2015.

Em 2018 a Mattel criou uma Barbie Iris Apfel e fez questão de vesti-la com seu tradicional terninho verde da Gucci.

Aos 97 anos, ela assinou um contrato de modelo com a agência IMG Models foi a mulher mais velha do mundo a estampar uma capa de revista de moda. Iris já esteve presente em muitas campanhas publicitárias, como MAC Cosmetics e Kate Spade. Além disso, a empresária lançou uma linha de óculos com a Zenni Eyewear.

Quando completou 98 anos, contou sua história através do livro “Iris Apfel: Accidental Icon”. Ela também foi escritora e conta com 4 livros publicados. Em agosto de 2021, ela ganhou o prêmio Andrée Putman Lifetime Achievement Award, que celebra e reconhece a visão singular da carreira de Apfel.

Em setembro de 2005 foi inaugurada no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, uma exposição sobre o estilo de Iris cujo título foi Rara Avis (Pássaro raro): A irreverência de Iris Apfel. A exposição, cuja curadoria ficou a cargo de Stéphane Houy-Towner, foi um enorme sucesso e posteriormente foi montada em outros museus dedicados à arte ao redor dos Estados Unidos.

Apfel morreu em 1 de março de 2024, aos 102 anos, em Palm Beach.

Fontes

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Iris_Apfel

 

https://stealthelook.com.br/iris-apfel-o-que-voce-precisa-saber-sobre-esse-icone-de-estilo/


quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Mulher na história: Julieta Lanteri


Olá pessoal!

O google me apresentou essa mulher fantástica. Lógico que fui dar uma velha pesquisada, e fiquei mais impressionada ainda.

Um pouco da história de Giulia/Julieta.



Julieta Lanteri (nascida Giulia Maddalena Angela Lanteri, Briga Marittima, 22 de março de 1873 - Buenos Aires, 25 de fevereiro de 1932) foi uma médica e ativista pelos direitos das mulheres ítalo-argentina.

Lanteri nasceu na zona rural de Briga Marítima, na província de Cuneo, Itália (atualmente La BrigueFrança), em 1873. Seus pais, Mattea Guido e Pierre-Antoine Lanteri, emigraram para a Argentina com suas duas filhas em 1879. Julieta foi criada em Buenos Aires e La Plata.

Em 1891, tornou-se a primeira mulher a se matricular no Colégio Nacional de La Plata, colégio público preparatório. Após formar-se em farmacologia na Universidade de Buenos Aires em 1898, Lanteri ingressou na Faculdade de Medicina da universidade com a permissão do reitor, Dr. Leopoldo Montes de Oca. Ela encontrou oposição à sua carreira de estudante e profissional por parte dos mais conservadores; as objeções incluíam o conceito mais amplo de permitir que as mulheres seguissem uma carreira, bem como outras menores, como a de que uma mulher não deveria examinar um cadáver. Estas experiências levaram Lanteri e Cecilia Grierson (a primeira mulher a graduar-se em medicina na Argentina) a co-fundarem a Asociación de Universitarias Argentinas, a primeira associação de estudantes dedicada às mulheres no país, em 1904. Após um estágio na enfermaria feminina do Hospital San Roque, Lanteri tornou-se, em 1907, a quinta mulher a formar-se em medicina na Argentina e a primeira ítalo-argentina a       fazê-lo.

Lanteri trabalhou por uma década na Secretaria de Assistência Pública de Buenos Aires e no Hospital e Dispensário de Emergência. Ela fez campanha ativamente por maior acesso aos cuidados médicos para os pobres desde o início e fundou um periódico, a Semana Médica, para esse fim. Em 1906, Lanteri participou do Congresso Internacional do Pensamento Livre realizado em Buenos Aires e contou com a presença de outras feministas como Raquel Camaña, Elvira Rawson de Dellepiane, Petrona Eyle, Sara Justo, Cecilia Grierson e Adelia Di Carlo. O Congresso a expôs a ideias relacionadas à obtenção da igualdade entre sexos, igualdade política e divórcio.






Ela ajudou a organizar o primeiro Congresso Internacional de Mulheres em 1910 e posteriormente o primeiro Congresso Nacional do Bem-Estar Infantil. Sua inscrição para um cargo de docente na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires foi negada com base no fato de que ela ainda era uma estrangeira residente, o que a levou a solicitar a cidadania argentina. Mulheres imigrantes solteiras, no entanto, geralmente não recebiam a cidadania argentina. Lanteri casou-se com Alberto Renshaw em 1910, e após um processo de oito meses de duração, ela obteve a cidadania em 1911. O casamento foi em si polêmico, pois Renshaw era quatorze anos mais novo que Lanteri. O mesmo pretexto foi usado para negar a sua inscrição no curso de Psiquiatria na Faculdade de Medicina da sua própria universidade.

Com conhecimento detalhado da Lei 5.098, que especificava vários requisitos para o direito de voto — embora permanecesse discutível sobre o direito da mulher de fazê-lo — Lanteri persuadiu o presidente do distrito eleitoral a aceitar seu voto nas eleições de 16 de julho de 1911 para o Conselho Deliberativo, tornando-se assim a primeira mulher a votar na América do Sul; mulheres não tiveram direito ao voto na Argentina até 1947. A Lei Eleitoral foi alterada naquele ano para exigir o serviço militar (obrigatório para todos os cidadãos argentinos do sexo masculino) para ter direito ao voto, novamente eliminando as mulheres. Lanteri, em vez disso, juntou-se à sua advogada, Angélica Barreda, na formação de um partido político em 1918, a União Feminista Nacional, e concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados da Argentina em todas as eleições posteriores até o golpe militar de 1930.

Seu partido político apoiava o sufrágio universaligualdade de gênero sob o Código Civil Argentino e uma ampla gama de medidas progressivas, incluindo: regulamentação da jornada de trabalho; igualdade salarial; pensões; licença maternidade; reformas trabalhistas em relação a mulheres e crianças; treinamento profissional para mulheres; legalização do divórcio; atendimento especializado para jovens delinquentes; reforma do sistema carcerário; abolição da pena de morte; investimentos em saúde pública e jardim de infância; maior segurança do trabalho em fábricas; proibição da fabricação e venda de álcool; medicina preventiva contra doenças infecciosas e proibição de bordéis regulamentados. No entanto, sua candidatura não foi bem sucedida, recebendo entre mil e 1 730 votos em cada eleição; entre os seus apoiadores estava o escritor nacionalista Manuel Gálvez que, em oposição a ambos os conservadores e à União Cívica Radical, então no poder, optou por votar na "intrépida Dra. Lanteri".

Lanteri foi admitida na Associação Médica Argentina.Ela continuou a praticar a medicina e a fornecer cuidados psiquiátricos e de saúde mental para mulheres e crianças necessitadas. Ela fundou a primeira escola primária da cidade de Sáenz Peña, na província de Buenos Aires e lecionou extensivamente na Europa. Ela se aventurou em outras atividades, lançando um tônico de restauração capilar em 1928. Seu ativismo pelo sufrágio feminino deu uma guinada inédita quando em 1929 ela se candidatou ao serviço militar com a justificativa de que, uma vez que o serviço militar era obrigatório para todos os cidadãos, as mulheres deveriam ter direito ao serviço militar e, portanto, ao voto. O caso chegou à Suprema Corte da Argentina, onde, no entanto, foi anulado.

Em 23 de fevereiro de 1932, Lanteri caminhava pela avenida Roque Sáenz Peña, no centro de Buenos Aires, quando foi atropelada. O motorista fugiu, e após dois dias internada no hospital, a médica e ativista morreu aos 58 anos de idade; mais de mil pessoas compareceram ao seu funeral.

O incidente, tratado como acidente pela polícia, foi questionado pela jornalista do El Mundo  de Adelia Di Carlo. O noticiário publicou detalhes do acidente, incluindo o fato de que o relatório policial teve o nome do motorista e a placa do veículo riscados; que o homem, David Klapenbach, era membro do grupo paramilitar de direita Liga Patriótica Argentina; e que o próprio Klapenbach já havia cometido vários assassinatos. A casa de Adelia Di Carlo foi saqueada pela Polícia Federal Argentina após a publicação destes dados.

 Fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Julieta_Lanteri
 

@renatafashionfonseca