RENATA FONSECA: Divas da música
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Diva da música: Nara Leão.

Olá pessoal!

Nara morreu a muitos anos, mais uma cantora que ouvia muito na infância. O GLOBOPLAY fez uma série documental espetacular sobre ela.

Era uma grande cantora!


Nara Lofego Leão (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) foi uma cantora, compositora e instrumentista brasileira.

Nara nasceu em Vitória e mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão.

Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo Os Oito Batutas, de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, em Copacabana. Aos 18 anos, Nara tornou-se professora da academia.

Em 1957 teve seu primeiro namorado, Roberto Menescal, seu amigo da época de escola e que frequentava sua casa nas reuniões musicais. O relacionamento terminou de forma amigável em 1958. Após muito tempo afastada das aulas, decide abandonar os estudos no segundo ano colegial para se dedicar somente a estudar música.

A bossa nova nasceu em 1957, quando Nara fazia reuniões no apartamento de seus pais, localizado no edifício Champs-Elysées, das quais participavam nomes que seriam consagrados no gênero, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli.

Em 1958 arrumou seu primeiro emprego. Como secretária de redação do “Tabloide UH”, caderno de utilidades comandado por Alberto Dines no jornal Última Hora, cujo dono era Samuel Wainer, marido de Danuza Leão e cunhado de Nara. Em menos de um ano, a jovem Nara foi promovida a repórter do tabloide.

Ainda como secretária, Nara conheceu Ronaldo Bôscoli, redator, envolvido com a música, o que aproximou os dois. Ele passou a frequentar a casa de Nara nas rodas musicais. Em 1959, Nara e Bôscoli começam a namorar. Nesse período de namoro, Nara começa a se destacar como cantora. O namoro com Bôscoli terminou em 1960, quando ele a traiu com a cantora Maysa, durante uma turnê em Buenos Aires.

 Ainda em 1960, já se apresentando pelo país com seu grupo de amigos em pequenos shows de bossa nova, conhece o cineasta moçambicano Ruy Guerra. Os dois começaram a namorar no mesmo ano. Em 1961, Nara e Ruy foram viver juntos na casa dele. No ano seguinte, 1962, decidem casar-se numa pequena cerimônia civil.

Em 1963, lança-se profissionalmente no show Trailer do que seria o musical Pobre Menina Rica, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, na boate Au Bon Gourmet, em Copacabana. No final do mesmo ano, Nara grava o seu primeiro disco, lançado em janeiro do ano seguinte, incluindo seus primeiros sucessos nacionais. Começa a se apresentar na televisão. Nesta época passa a se apresentar como cantora solo em boates do Rio, mas não se considerava ainda uma profissional. Ela rompe com a bossa nova, passando a cantar outros gêneros musicais, se interessando em cantar também samba de morro. No começo fora criticada, por acharem que ela combinava com bossa e ter sempre que cantar bossa, mas depois fora muito aplaudida, pois sua musicalidade se encaixava em qualquer melodia.

 

A estreia profissional se deu quando da participação, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica (1963). O título de musa da Bossa Nova foi a ela creditado pelo cronista Sérgio Porto. Mas a consagração efetiva ocorre após o golpe militar de 1964, com a apresentação do espetáculo Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, um espetáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Nota-se que Nara Leão vai mudando suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De musa da Bossa Nova, passa a ser cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Embora os CPCs já tivessem sido extintos pela ditadura, em 1964, o espetáculo Opinião tem forte influência do espírito cepecista. Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro.

Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento - Tropicália ou Panis et Circensis, lançado pela Philips em 1968 e disponível hoje em CD.

Em 1965, a cantora passa a ficar mais conhecida, não somente por sua belíssima voz, mas também por sua opinião sincera e polêmica sobre os assuntos que envolviam o país, como a ditadura, concedendo diversas entrevistas no rádio e na TV.

Neste mesmo ano de 1965, Nara e Ruy se divorciam, devido a irreconciliáveis diferenças conjugais. Ela decide tirar férias, e viaja por toda Europa e Nova York, onde além de passear, fez terapia e cursos voltados a música e ao teatro. Nessa época começou a ganhar mais dinheiro ao trabalhar como apresentadora de programas de TV, paralelamente continuou a gravar discos e fazer shows. No fim de 1966, Nara conheceu e começou a namorar o cineasta Cacá Diegues. Em seis meses de namoro, o casal noivou.

Em 26 de Julho de 1967 casou-se no civil e na igreja com Cacá Diegues, dando uma grande festa na residência de seus pais, e passa a assinar Nara Lofego Leão Diegues. No fim do ano, surge um convite para Nara cantar em Paris. Ao voltar para o Rio, e por influência do marido, volta a fazer curso de teatro e começa a fazer participações como atriz no cinema.

No ano de 1968 começa a apresentar musicais em teatros de Ipanema. Também passa a se envolver mais com política, e junto com o marido, participa de protestos e manifestações públicas contra a ditadura.

Em 1969, Nara aparece cantando rapidamente no filme dirigido pelo marido, Os Herdeiros, assim como também Caetano Veloso. Diminui seus shows no Brasil, pois se vê ameaçada no país. O governo estava mandando prender alguns artistas, devido à censura. Recebe um convite e viaja para fazer uma temporada em Portugal. Neste ano sua carreira já a estava incomodando, pois não podia ir em nenhum lugar sem ser perseguida por fãs. Estava visivelmente estressada.

Em agosto de 1969, viaja para Londres, onde nas rádios e TV's locais dá entrevistas dizendo que sua carreira de cantora está encerrada. Ela e o marido voltam ao Brasil, na esperança de estar tudo mais calmo, como noticiavam as rádios. Assustada com informações de que poderia ser presa, ela e o marido viajam para Paris, onde compram uma casa e passam a morar.

Em 1970 volta atrás em sua decisão de encerrar a carreira de cantora e passa a fazer pequenos shows pela Europa. No início do ano descobre estar grávida. Em 28 de setembro de 1970, em Paris, onde o casal morava há alguns anos, nasceu a primeira filha de Cacá e Nara, Isabel Diegues. Em abril de 1971, quando a filha completou 7 meses de vida, Nara descobre estar novamente grávida.

Em 1º de janeiro de 1972, Nara e Cacá voltam a morar no Brasil, pois queriam ficar mais próximos da família, e a situação política do país já havia melhorado consideravelmente, não havendo mais risco de prisão de artistas. No dia 17 deste mesmo mês, no Rio, no bairro de Copacabana, nasce o segundo filho do casal: Francisco Leão Diegues.

Nara passa a gravar algumas músicas e participar de pequenos festivais. Não quer mais a agitação da carreira que antes tinha, e passa a se dedicar exclusivamente ao marido e aos filhos. Ainda em 1972 ela faz um dos papeis principais do filme musical de Cacá Diegues, Quando o Carnaval Chegar.

Em 1973 participa como atriz de alguns filmes e passa a fazer pequenos shows pelo Brasil. Neste ano, volta a estudar, e termina o último ano do colegial, atual ensino médio.

Em 1974, passou no vestibular de Psicologia na PUC-RJ. Agora que tinha diminuído seu ritmo de trabalho, passa a se dedicar aos estudos, filhos e casamento, sem deixar a música de lado. Nara planejava abandonar a música, mas não chegou a deixar a profissão de cantora, apenas diminuindo o ritmo de trabalho e modificando o estilo dos espetáculos, pois considerava muito cansativa a vida de uma cantora, já que agora tinha uma família para se preocupar constantemente.

No ano de 1975 gravou e lançou apenas um disco, que foi sucesso de vendas, o que a fez ganhar o troféu de Melhor Cantora do Ano.

Em 1976 não trabalhou, e tirou este ano para estudar e cuidar dos filhos, do marido e do lar. Em 1977 volta com força, lançando novos discos, viajando o Brasil e participando de espetáculos, fazendo novas amizades no ramo musical, que lhe abriram portas, gravando música de outros cantores, também escrevendo e compondo suas melodias, e se apresentando em rádio e TV, inclusive fora do país.

Nara e Cacá se divorciaram em 1977, após 10 anos de casados, e assim a cantora voltou a usar seu sobrenome de solteira. Ela saiu da casa do marido com os filhos e foi morar sozinha com eles em uma casa que tinha há alguns anos. Sua depressão voltou mais forte, e Nara voltou a fazer terapia e passou a se dedicar intensamente a música, fazendo seu sucesso aumentar a cada dia mais. Ela não se casou novamente. No ano de 1978, divulgou discos e passa a fazer shows nacionais e internacionais. Sua faculdade de psicologia foi interrompida para Nara manter sua agenda de cantora.

Em 1979, enquanto fazia muito sucesso, passou por um episódio onde sentiu-se muito mal, com dores fortes de cabeça, tonturas e desmaiou, acabando internada. O verdadeiro motivo não foi identificado naquela ocasião e ocorreram diagnósticos conflitantes, desde causas psicológicas a problemas cardíacos, envolvendo a válvula mitral.

Nos anos 80 fez muito sucesso, viajando o Brasil e o mundo, lançando novos discos, gravando canções, atuando em musicais no teatro e fazendo parcerias musicais. Nesta época viajou para o Japão, onde divulgou a Música Popular Brasileira. De vez em quando passava mal em algum show, mas logo se restabelecia. Começa a fazer shows sozinha com seu violão, e também volta a se interessar por política, participando de eventos públicos a favor da eleição direta para presidente no Brasil.

Em 1986 sua saúde piorou, passando a ter dores mais fortes de cabeça e esquecimento das coisas que fazia. Sua dose de remédios fora aumentada, e após diversos exames, que nunca mostravam a causa de suas dores, descobriu-se, então, que o grande problema era um tumor maligno no cérebro. Para descobrir a causa do coágulo, seria necessário realizar uma biópsia, para extrair o tumor, mas ele se encontrava em uma área nobre do cérebro, a da fala, o que impossibilitaria qualquer intervenção no local. Caso fizesse qualquer procedimento no local, Nara poderia ficar em estado vegetativo, e parar de andar, falar, ouvir e enxergar. Os médicos preferiram que ela tomasse medicações contínuas, em vez de arriscar uma cirurgia que poderia matá-la ou deixá-la inválida. Assustada e muito deprimida, Nara passou a maior parte do ano em repouso, sendo cuidada pelo seu namorado Marco Antonio Bompet, seu secretário e produtor Miguel Bacelar e sua irmã Danuza Leão. Apesar de estar doente, quando se sentia melhor fazia pequenos concertos pela Zona Sul do Rio.

Em 1987 e 1988, teve uma considerável melhora de saúde e passa a fazer temporadas de shows em casas noturnas do Rio, muitos deles em companhia de seu ex-namorado, Roberto Menescal, que tinha deixado suas funções de executivo da gravadora Polygram e voltara a atuar como músico.

Em 1989 fez sua última apresentação no Pará. Ao voltar para o Rio, sua saúde piorou, com dores que não passavam nem com a medicação prescrita pelo médico. A crise se deu após uma convulsão, quando a cantora precisou ser internada às pressas. Nara entrou em estado pré-comatoso e, pouco depois, em coma. Após passar um bom tempo no hospital, o tumor repentinamente rompeu-se, e Nara teve uma hemorragia fatal, não havendo tempo hábil para que os médicos pudessem salvá-la. A cantora morreu na Casa de Saúde São José, em 7 de junho, uma quarta-feira, ao meio-dia, e sepultada no Cemitério de São João Batista, também na capital fluminense.

Seu último disco foi My foolish heart, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nara_Le%C3%A3o



 

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Diva da música: Diana Ross

Olá pessoal!

 

Mais uma diva da música! Voz da minha infância!

Ouvi muito ela cantado. Maravilhosa!

Vamos saber um pouco sobre ela.

 

Diane Ernestine Earle Ross, conhecida como Diana Ross (Detroit, 26 de março de 1944), é uma cantora americana de soul, jazz, R&B e pop. Estima-se que as vendas de seus discos e álbuns já ultrapassaram a marca de 100 milhões de cópias.

 

Segunda dentre seis irmãos sendo três mulheres e três homens, filhos do operário Fred Ross e da professora Ernestine Earle Ross, Diana nasceu no Hospital da Mulher Hutzel, em Detroit, Michigan. Embora seu nome dado tenha sido "Diana", Ross usou "Diane" em casa e na escola, e continuou a usar seu nome profissional até completar 21 anos. Posteriormente, sua família se mudou para Detroit.

 

Diana aspirava ser uma designer de moda, e fez uma faculdade de quatro anos em Habilidades de Design e Costura da escola preparatória "Magnet school" enquanto estudava na Cass Technical High School, no centro de Detroit. Ela era uma majorette e membro da equipe de natação. Foi eleita a mais bem vestida de todas as meninas em seu último ano. Formou-se em janeiro de 1962, um semestre completo antes de seus colegas.

 

Enquanto estava na escola, Ross estudou cosmetologia à noite, assistiu a aulas de modelagem nos fins de semana, e foi empregada na loja Hudson’s Detroit’s Department, onde foi a primeira funcionária afro-americana com "permissão para sair da cozinha", devido ao seu porte e senso fashion. Fazia o cabelo de muitos vizinhos para conseguir um salário para poder pagar suas aulas de cosmetologia.

 


Em 1959, Ross atraiu a atenção de Milton Jenkins, gerente do grupo de doo-wop local The Primes, com Mary Wilson. Um dos membros do Primes, Paul Williams, convenceu Jenkins a alistar Ross no grupo da irmã, The Primettes, que incluía Wilson, Florence Ballard e Betty McGlown. Ross, Wilson e Ballard cantaram durante performances ao vivo e, em 1960, assinaram um contrato com a Lu Pine Records.

 

Em 1959, após ganhar um concurso de canto em Winnipeg, Manitoba, Ross pediu ao ex-namorado, vizinho, e amigo da família, Smokey Robinson, então vice-presidente da Motown Records, para permitir que as Primettes fizessem um teste de audição. Durante o teste, as quatro membros cantaram várias canções. Enquanto Ross cantava sua canção escolhida, o CEO da Motown, Berry Gordy, chegou a caminho de uma reunião, no estúdio. Quando Ross terminou, ele pediu a ela para repetir seu desempenho. Após o teste, ele disse ao grupo que terminasse o ensino médio em primeiro lugar, e em seguida, voltasse à Motown, mas Ross não aceitou. Cada dia, após concluir seus trabalhos de casa, Ross oferecia-se para exercer qualquer função disponível, muitas vezes, realizava palmas e backing vocal para artistas conhecidos, como Mabel John e Marvin Gaye. Posteriormente, Ross tornou-se secretária de Gordy, um trabalho sobre o qual Ross afirmou, em sua autobiografia de  1993 “Segredos de um pardal": "elevou-se a compensação fora da mesa várias vezes ao dia, olhando para todos os documentos importantes para o futuro sobre sua mesa, esperando que, um dia, ver o meu nome em alguns deles".

 

Em 1961, Betty McGlown havia sido substituída por Barbara Martin e o quarteto assinou com a Motown Records sob seu novo nome, The Supremes, escolhido por Florence Ballard. Durante o período de desenvolvimento do grupo, Diana Ross serviu como figurinista do grupo, costureira, cabeleireira e maquiadora, dando ao grupo um look parecido com o som, que as diferenciava dos outros grupos femininos da Motown. Ross adquiriu cópias das revistas Vogue e Harper's Bazaar, adaptou os estilos retratados às necessidades do grupo, comprou os tecidos necessários, normalmente com Wilson ao seu lado, e recriou os estilos, deixando-os ainda mais fashion. Ross também ensinou às companheiras tudo o que havia aprendido em suas aulas de moda, que deu a todas uma aparência e comportamento novos antes de começarem a ter aulas no "Artista da Motown em Desenvolvimento".

 

Após a saída de Barbara Martin, em 1962, o grupo continuou como um trio. Em 1963, Ross se tornou vocalista do grupo, porque Berry Gordy sentiu que o grupo poderia "decolar" para as paradas de sucesso com a qualidade única da voz de Diana. Então, com a canção "When The Lovelight Shines Though His Eyes" tornou-as o primeiro grupo a alcançar o Top 20 da Billboard Pop Single. The Supremes conseguiram um hit número um com "Where Did Our Love Go". E o grupo alcançou um sucesso sem precedentes: entre agosto de 1964 e maio de 1967, Diana Ross, Mary Wilson e Florence Ballard conseguiram ter dez singles número um, onde todos apareceram também no Top 40 do Reino Unido.

 

O sucesso The Supremes intensificou-se pela inveja sentida por muitos outros artistas Motown que viram o sucesso do grupo, como resultado de favoritismo de Ross por Gordy, quando, na verdade, Gordy simplesmente apoiava os artistas que mais trabalhavam em sua gravadora. Ross tinha fama de ser a melhor aluna do “Artista em Desenvolvimento”. Ela ficou mais tempo no estúdio do que outros para aprender seu ofício de desempenho, sacrificando o tempo pessoal mais do que os outros na gravadora.

 

Depois da saída de Florence Ballard do grupo em julho de 1967, Gordy escolheu Cindy Birdsong, um membro de Patti LaBelle e o Bluebelles, como sua substituta. Pouco tempo depois, ele mudou o nome do grupo para Diana Ross & the Supremes e passou a cobrar taxas mais elevadas de desempenho nos locais, que pagaram mais por uma líder, do que apenas um grupo.

 

The Supremes conseguiram um total de 12 singles número um e foi o mais bem sucedido grupo vocal americano dos anos 1960, e depois dos Beatles, o segundo grupo de maior sucesso no mundo inteiro.

 

Após sua saída do Supremes em 1970, Ross lançou seu primeiro álbum solo de estreia no mesmo ano, que continha hit número um "Ain't No Mountain High Enough". Mais tarde, ela lançou o álbum Touch Me in the Morning em 1973. Nesse mesmo ano, seu álbum Lady Sings the Blues, que foi a trilha sonora original de seu filme baseado na vida da cantora de jazz Billie Holiday, foi para o número 1 no Billboard 200 Albums Chart, vendendo mais de 300.000 cópias nos primeiros 8 dias de lançamento. Em 1976, a trilha sonora de Mahogany incluiu seu terceiro hit número um. Seu álbum homônimo de 1976 incluiu seu quarto hit número um, "Love Hangover". Em 1979, Ross lançou o álbum The Boss. Seu álbum de 1980, Diana, alcançou o número 2 na parada de álbuns da Billboard nos Estados Unidos. O último single de Ross com a Motown alcançou seu sexto e último hit número um nos Estados Unidos, o dueto "Endless Love", composto para o filme de Brooke Shields de mesmo nome, e com o frontman Commodores, Lionel Richie. Ross e Richie apresentaram a música na transmissão para o 54th Academy Awards, onde a música foi indicada na categoria de "Melhor Canção". O sucesso do single lançou a carreira solo de Richie.

 

A Motown iniciou a carreira solo de Diana Ross em 1966, mas não agiu até 1968. Alguns especiais de televisão como a TCB (1968) e G.I.T. na Broadway (1969) foram projetados para destacá-la como uma estrela em seu brilho próprio, e muito do material tardio das Supremes liderada por Ross foram gravados nos backing vocals pelos The Andantes, e não com Wilson e Birdsong.

 

Em novembro de 1969, três anos depois dos primeiros rumores, a revista Billboard confirmou a saída de Ross do grupo para iniciar sua carreira solo. Nesse mesmo ano, Ross, através do programa nacional de variedades artísticas Hollywood Palace, Apresentou a mais recente banda da Motown, o Jackson 5.

 

Inicialmente, Ross gravou suas primeiras músicas solo com alguns produtores, incluindo Bones Howe e Johnny Bristol. Sua primeira faixa com Bristol, "Someday We'll Be Together", foi marcado como um single solo potente, mas, foi divulgado como a última canção de Diana Ross & The Supremes. Ross fez sua última aparição com as Supremes, no Hotel Frontier em Las Vegas em 14 de janeiro de 1970, anunciando a cantora Jean Terrell como sua substituta.

 

Em maio de 1970, Diana Ross foi lançada pela Motown. O primeiro single, influenciado por uma valsa gospel, "Reach Out and Touch (Somebody’s Hand)", chegou ao número 20 na Billboard Hot 100. O segundo single do álbum, um arranjo de covers dos hits de 1967 de Gaye Terrell, outra composição de Ashford e Simpson, "Ain't No Mountain High Enough", foi um hit internacional, e deu a Ross um disco de ouro com o seu primeiro single pop # 1 como artista solo. "Ain't No Mountain High Enough" recebeu uma indicação ao Grammy de Melhor Performance Vocal Pop Feminino.

 

No final de 1971, a Motown anunciou que Diana Ross iria retratar a cantora ícone do jazz Billie Holiday em um filme produzido baseado em sua autobiografia Holiday's Lady Sings the Blues (1956), escrito por William Dufty e pela própria Billie. Imediatamente, os críticos ridicularizaram Diana no papel, pois foi considerada "a milhas de distância" no estilo vocal e na aparência de Billie Holiday. Destemida, Diana mergulhou na música e história de vida de Billie Holiday. Na verdade ela sabia muito pouco sobre a artista, pois não era uma grande fã de jazz em geral. Em vez de imitar a voz, Ross focou-se na entonação do vocal de Billie Holiday.

 

Estreado em Outubro de 1972, Lady Sings the Blues foi um sucesso fenomenal, e o desempenho de Diana Ross recebeu críticas favoráveis universalmente. Em 1973, Diana foi nomeada para um Globo de Ouro e um Oscar de "Melhor Atriz". Diana ganhou o Globo de Ouro de Melhor Revelação, mas perdeu o Oscar de melhor atriz para sua amiga Liza Minnelli por seu papel em Cabaret. O álbum da trilha sonora de Lady Sings the Blues alcançou o número um na Billboard 200 durante duas semanas e vendeu 300.000 cópias em seus primeiros oito dias de lançamento.

 

Ross e Marvin Gaye, colega de gravadora, lançaram seu álbum de duetos de sucesso, Diana & Marvin, que incluiu os hits top-vinte dos EUA. As tensões surgiram entre eles quando Diana ficou grávida e se recusou a gravar no mesmo estúdio que Gaye, que se recusava parar de fumar maconha no estúdio. Eles terminaram gravando o álbum em estúdios separados, e a fusão de suas vozes ficou por conta da mixagem final.

 

Em 1975, Diana novamente co-estrelou com Billy Dee Williams no filme da Motown Mahogany. A história de uma aspirante a designer de moda que se torna uma modelo de passarela. O Filme foi uma produção conturbada desde o início.  Gordy e Ross brigaram durante as filmagens, ela então deixou a produção antes das filmagens serem concluídas, forçando Gordy usar sua secretária Edna Anderson como dublê de corpo para Ross. Enquanto um sucesso de bilheteria, o filme não foi bem recebido pela crítica.

Ross atingiu o topo das paradas de sucesso por duas vezes em 1976, com ‘’Theme From Mahogany e um single Disco, ‘’Love Hangover’’. O sucesso desses singles fez seu álbum de 1976, ‘’Diana Ross’’, seu quarto LP alcançar o Top 10. Em 1977, Sua performance em "A Night With Diana Ross", lhe valeu um prêmio Tony especial por suas atuações no Palace Theater, na Broadway. As apresentações foram gravadas em Los Angeles, no Teatro Ahmanson e lançado como um álbum ao vivo com o mesmo nome.

De 1976 a 1980, gravou também sucessos em estilo disco. Em 1981, fez um dueto romântico com Lionel Richie em Endless Love, que foi seu último sucesso pela gravadora Motown. Posteriormente assinou com as gravadoras RCA, para lançamento de seus álbuns nos EUA e EMI, para lançamento dos mesmos álbuns no resto do mundo. Depois de uma queda em vendagem em meados dos anos oitenta, retornou à Motown.

 

Em 1985, Barry Gibb dos Bee Gees produziu para Diana o álbum "Eaten Alive", contando com a participação de Michael Jackson na faixa de mesmo nome. Além desse hit.

                            

Foi nos anos oitenta também, que Diana gravou uma de suas melhores músicas, Missing You, em homenagem ao seu amigo Marvin Gaye, assassinado pelo pai na véspera de seu aniversário de 45 anos.

 

Diana Ross sendo homenageada na Casa Branca por suas contribuições ao cultura norte-americana, 2007.

 

Diana teve duas filhas com o divulgador musical Robert Ellis Silberstein, dois filhos com o executivo norueguês Arne Næss Jr. (morto em 2000) e uma filha com o fundador da Motown, Berry Gordy. No início 2004, foi presa ao ser flagrada dirigindo embriagada na contramão. Em 2003, já tinha sido internada numa clínica para dependentes de álcool e drogas.

 

Diana Ross é uma diva lendária. Ela é, sem sombra de dúvida, uma das maiores inspirações para todas as cantoras de R&B.

 

Ela foi incluída no testamento de seu amigo Michael Jackson em função da guarda dos filhos na ausência de Katherine Jackson, mãe de Michael. Diana era considerada a segunda mãe de Michael e por isso ele sempre a teve em grande consideração.

 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Diana_Ross



 

terça-feira, 15 de junho de 2021

Diva da música: Clara Nunes

Olá pessoal!


Creio que poucas pessoas lembrem-se dessa grande cantora! A música dela que me marcou minha infância foi Morena de angola de Chico Buarque.


Morreu tão nova.


Para quem não conhece e para relembrar vamos saber um pouco sobre Clara Nunes.


Clara Nunes, nome artístico de Clara Francisca Gonçalves Pinheiro (Paraopeba MG, 12 de agosto de 1942 – Rio de Janeiro, 2 de abril de 1983), foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país.


Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil. Conhecedora das músicas, danças e das tradições africanas, ela se converteu à umbanda e levou a cultura afro-brasileira para suas canções e vestimentas. Foi uma das cantoras que mais gravaram canções dos compositores da Portela, sua escola de samba de preferência. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil discos, derrubando um tabu. 


Mais jovem dos sete filhos do casal Manuel Pereira de Araújo e Amélia Gonçalves Nunes, nasceu em uma família muito humilde do interior de Minas Gerais, no distrito de Cedro, à época pertencente ao município de Paraopeba. 



Marceneiro na fábrica de tecidos, o pai de Clara também era violeiro e participante das festas de Folia de Reis. Manuel faleceu vítima de atropelamento em 1944, e sua esposa entrou em depressão e faleceu de câncer em 1948. Aos seis anos, Clara, já órfã de pais, foi criada por sua irmã Maria, e por seu irmão José. Nessa época cantava ladainhas em latim no coro da igreja.


Segundo as suas próprias palavras, cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria e, principalmente, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira, das quais sempre teve muita influência, mantendo, no entanto, estilo próprio. Em 1952, ainda menina, venceu seu primeiro concurso de canto organizado em sua cidade, interpretando "Recuerdos de Ypacaraí". Como prêmio, ganhou um vestido azul. Aos 14 anos, para ajudar no sustento do lar, Clara ingressou como tecelã na fábrica Cedro & Cachoeira, a mesma para a qual seu pai trabalhara.


Em 1957 teve que se mudar às pressas para Belo Horizonte. Foi morar com sua irmã Vicentina e seu irmão Joaquim, que viviam na casa de uma tia paterna, por causa do assassinato de seu primeiro namorado, cometido no mesmo ano por seu irmão, Zé Chilau, que queria defender a honra da irmã, que estava sendo difamada por este rapaz, pois não aceitou o término do relacionamento, e estava sendo alvo de comentários maldosos na sua pequena cidade natal. Após o crime seu irmão ficou muitos anos foragido, reaparecendo quando Clara já era famosa, e então ela pôde ajudá-lo a não ser condenado pela justiça. Na capital mineira, trabalhava como tecelã em uma fábrica de tecidos durante o dia inteiro, e a noite estudava o curso normal de formação de professoras. Aos finais de semana, participava dos ensaios do coral da igreja, no bairro Renascença, onde vivia com os irmãos, primos e tios. Acabou se afastando do catolicismo, e junto de sua amiga de infância Lalita, começou a frequentar centros espíritas de mesa branca, e converteu-se ao kardecismo, onde conseguiu algumas cartas psicografadas dos pais. Naquela época, conheceu o violonista Jadir Ambrósio, conhecido por ter composto o hino do Cruzeiro. Admirado com a voz da adolescente, Jadir levou Clara a vários programas de rádio, como "Degraus da Fama", no qual ela se apresentou com seu nome de batismo, Clara Francisca.


No início da década de 1960, conheceu também Aurino Araújo, que a levou para conhecer muitos artistas. Aurino também foi seu namorado durante dez anos. Por influência do produtor musical Cid Carvalho, adotou o nome artístico de Clara Nunes, usando o sobrenome da mãe. Depois de casada adotou o sobrenome Pinheiro.


Em 1960, já com o nome de Clara Nunes e ainda trabalhando como tecelã, ela venceu a etapa mineira do concurso "A Voz de Ouro ABC", com a música "Serenata do Adeus", composta por Vinicius de Moraes e gravada anteriormente por Elizeth Cardoso. Na final nacional do concurso realizado em São Paulo, obteve o terceiro lugar com a canção "Só Adeus" (de Jair Amorim e Evaldo Gouveia).


A partir daí, começou a cantar na Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Por conta dos compromissos profissionais na área musical e as constantes viagens, teve de deixar o emprego na fábrica de tecidos e também o colégio. Durante três anos seguidos foi considerada a melhor cantora de Minas Gerais. Ela também passou a se apresentar como crooner em clubes e boates da capital mineira e chegou a trabalhar com o então baixista Milton Nascimento - àquela altura conhecido como Bituca.


Naquela época, fez sua primeira apresentação na televisão, no programa de Hebe Camargo em Belo Horizonte. Em 1963, ganhou um programa exclusivo na TV Itacolomi, chamado "Clara Nunes Apresenta" e exibido por um ano e meio. No programa se apresentavam artistas de reconhecimento nacional. Viveu em Belo Horizonte até 1965, quando seu namorado Aurino a orientou, informando que ela teria mais chances de ser famosa se morasse em São Paulo ou no Rio. Como ele tinha família no Rio e conhecia tudo na cidade, Clara sentiu-se mais segura, e decidiu mudar-se para o Rio de Janeiro. Ela alugou um quarto e passou a viver no bairro de Copacabana.


Já no Rio, passou a apresentar-se em vários programas de televisão, tais como José Messias, Chacrinha, Almoço com as Estrelas e Programa de Jair do Taumaturgo. Antes de aderir ao samba, cantava especialmente boleros. Ela também se apresentava em escolas de samba, clubes e casas noturnas do subúrbio carioca, onde acabou conhecendo terreiros de religião de matriz africana, optando por deixar o kardecismo e converter-se ao candomblé.


Ainda em 1965, ela passou num teste como cantora na gravadora Odeon e registrou pela primeira vez a sua voz em um LP. O disco foi lançado pela Rádio Inconfidência (onde trabalhou quando morava em Belo Horizonte) e contava com a participação de outros artistas, todos da Odeon.

No ano seguinte, foi contratada por esta gravadora, a primeira e a única em toda a sua vida. Naquele mesmo ano, foi lançado o primeiro LP oficial da cantora, "A Voz Adorável de Clara Nunes". Por insistência da gravadora para que ela interpretasse músicas românticas, Clara apresentou neste álbum um repertório de boleros e sambas-canção, mas o LP foi um fracasso comercial. Em 1968, gravou "Você Passa e Eu Acho Graça", seu segundo disco na carreira e o primeiro onde cantaria sambas. A faixa-título (de Ataulfo Alves e Carlos Imperial) foi seu primeiro grande sucesso radiofônico.


No ano seguinte, a Odeon lançou "A Beleza Que Canta". Ainda em 1969, ganhou o primeiro lugar no "I Festival da Canção Jovem de Três Rios" com a música "Pra Que Obedecer" (de Paulinho da Viola e Luís Sérgio Bilheri) e ainda classificou a canção "Encontro" (de Elton Medeiros e Luís Sérgio Bilheri) na terceira colocação. Ficou em oitavo lugar no "IV Festival Internacional da Canção Popular" com a música "Ave Maria do Retirante" (de Alcyvando Luz e Carlos Coqueijo), que foi lançada naquele mesmo ano em disco homônimo.


Em 1970, se apresentou em Luanda, capital angolana, em convite de Ivon Curi. No ano seguinte, a cantora gravou seu quarto LP, no qual interpretou "Ê Baiana" (de Fabrício da Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio), música que obteve considerável sucesso no carnaval de 1971. Na capa do álbum, a cantora mineira fez um permanente nos cabelos pintados de vermelho e passou a partir daí a se vestir com turbante e vestes brancas, roupas que remetem-se às religiões afro-brasileiras. Neste mesmo ano de 1971, deixou o candomblé e se ligou definitivamente a umbanda. Esta foi a religião a qual se dedicou publicamente com muita fé e amor, até o fim de sua vida.


Em 1972, firmou-se como cantora de samba com o lançamento no álbum Clara Clarice Clara. Ainda naquele ano, Clara Nunes se apresentou no "Festival de Música de Juiz de Fora" e gravou um compacto simples da música "Tristeza, Pé no Chão" (de Armando Fernandes), que vendeu mais de 100 mil cópias.


A Odeon lançou em 1973 o disco Clara Nunes. Naquele mesmo ano, a cantora estreou com Vinicius de Moraes e Toquinho o show "O poeta, a moça e o violão" no Teatro Castro Alves, em Salvador.


Integrou a comissão que representou o Brasil no "Festival do Midem", em Cannes, em 1974. Por lá, a Odeon lançou somente para o público europeu o disco "Brasília", que foi base para o LP "Alvorecer". Este álbum emplacou grandes sucessos. O LP bateu recorde de vendagem para cantoras brasileiras, com mais de 300 mil cópias vendidas, um feito nunca antes registrado no Brasil. Ainda em 1974, a cantora atuou (ao lado de Paulo Gracindo), em Brasileiro Profissão Esperança, espetáculo de Paulo Pontes, referente à vida da cantora e compositora Dolores Duran e do compositor e jornalista Antônio Maria. O show ficou em cartaz no Canecão até 1975 e gerou o disco homônimo.


Também em 1975, a Odeon lançaria ainda o LP "Claridade". Com grandes sucessos, este álbum se tornou o maior sucesso da carreira da cantora, batendo o recorde de vendagem feminina e alavancando o samba-enredo da Portela na avenida, "Macunaíma, Herói da Nossa Gente"(de autoria de Norival Reis e Davi Antônio Correia). Ainda naquele ano de 1975, casou-se com seu noivo, com quem estava junto desde 1971, o poeta, compositor e produtor Paulo César Pinheiro. Após a união, percorreu diversos países da Europa em turnê e em lua-de-mel.


Clara Nunes gravou o LP "Canto das Três Raças" em 1976. Além da faixa-título (de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), grande sucesso na carreira da cantora.


Em 1977, a Odeon lançou o disco "As Forças da Natureza", um álbum mais dedicado ao partido alto. O disco ainda contou com a participação de Clementina de Jesus na faixa "PCJ-Partido da Clementina de Jesus" (de Candeia) e lançou "À Flor da Pele", primeira composição de Clara (feita em parceria com Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro).


Em 1978, foram lançados os álbuns "Guerreira", no qual interpretou vários ritmos brasileiros além do samba. Ainda naquele ano, participou do LP "Vida boêmia", de João Nogueira, e esteve ao lado de Chico Buarque, Maria Bethânia e outros artistas  no show do Riocentro, que marcaria a história política brasileira devido à explosão de uma bomba.


Em 1979, participou do LP "Clementina", de Clementina de Jesus. Em 1980, gravou o álbum "Brasil Mestiço", que fez sucesso nas emissoras de rádio de todo o país. Ainda naquele ano viajou para Angola representando o Brasil ao lado de Elba Ramalho, Djavan, Dorival Caymmi e Chico Buarque, entre outros.


Gravou em 1981 o LP Clara, com grande sucesso para a música "Portela na Avenida" (de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), com a participação especial da Velha Guarda da Portela nesta faixa, e estreou o show "Clara Mestiça" (dirigido por Bibi Ferreira). Ainda naquele ano, a Odeon lançou uma coletânea intitulada "Sucesso de Ouro".


Em 1982, a Odeon lançaria "Nação", o último álbum de estúdio da cantora. O LP teve como destaques a"Serrinha" (de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) uma homenagem dos compositores à escola de samba Império Serrano e ao Morro da Serrinha, reduto do jongo, situadas em Madureira, subúrbio carioca. Ainda naquele ano, apresentou-se na Alemanha ao lado de Sivuca e Elba Ramalho e participou do LP "Kasshoku", lançado no Japão pela gravadora Toshiba/EMI, gravando um especial para a emissora de TV NHK.

Em 5 de março de 1983, submeteu-se a uma aparentemente simples cirurgia de varizes, mas acabou tendo uma reação alérgica a um componente do anestésico. Clara sofreu uma parada cardíaca e permaneceu durante 28 dias internada na UTI da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro.              

                     

Na madrugada do sábado de Aleluia de 2 de abril de 1983, a quatro meses de seu 41º aniversário, foi declarada morta em razão de um choque anafilático. A sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro na época foi arquivada, o que geraria por muitos anos suspeita sobre as causas da morte da cantora. O corpo da cantora foi velado por mais de 50 mil pessoas na quadra da escola de samba Portela. O sepultamento no Cemitério São João Batista foi acompanhado por uma multidão de fãs e amigos. Em sua homenagem, a Rua em Oswaldo Cruz onde fica a sede da Portela, sua escola de coração, recebeu seu nome (antiga Rua Arruda Câmara).


Documento confidencial do Centro de Informações do Exército, datado de 1971, menciona Clara Nunes em uma lista de artistas que colaboravam com a ditadura militar de 1964 (mais precisamente, segundo o documento, artistas que "se uniram à Revolução de 1964 no combate à subversão" ou "estão sempre dispostos a uma efetiva cooperação com o Governo"). O documento tratava de suposta campanha difamatória realizada por veículos da imprensa contra esses artistas. A informação foi considerada surpreendente por Vagner Fernandes, biógrafo da cantora; segundo ele, Clara não era muito envolvida com política.  Ela chegara a gravar versão de "Apesar de você", canção de Chico Buarque com letra crítica ao regime, mas — também segundo seu biógrafo — o fizera sem dar-se conta dessa temática implícita.


https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Clara_Nunes

 


 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Diva da música: Dona Yvone Lara.

Olá pessoal!

Uma música que marcou minha infância foi Sonho meu na voz de Maria Bethania composta pela primeira mulher compositora de samba Dona Yvone Lara.

Não sabia que ela tinha trabalho com Dra Nise da Silveira uma grande psiquiatra. Fique ainda mais fã.

A seguir mais sobre a vida dessa grande sambista.


Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara (Rio de Janeiro, 13 de abril de 1922 – Rio de Janeiro, 16 de abril de 2018), foi uma cantora e compositora brasileira. Conhecida como Rainha do Samba e Grande Dama do Samba ela foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo e a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano.

Dona Ivone Lara nasceu em 13 de abril de 1922, na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Foi a primeira filha da união entre a costureira Emerentina Bento da Silva e João da Silva Lara. Paralelamente ao trabalho, ambos tinham intensa vida musical: ele era violonista de sete cordas e desfilava no Bloco dos Africanos; ela era ótima cantora e emprestava sua voz de soprano a ranchos carnavalescos tradicionais do Rio de Janeiro, como o Flor do Abacate e o Ameno Resedá – nos quais seu João também se apresentava. Formada em enfermagem e serviço social, foi uma profissional na área durante mais de trinta anos até se aposentar em 1977.

Com a morte do pai, com menos de três anos de idade, e da mãe aos dezesseis, foi criada pelos tios e com eles aprendeu a tocar cavaquinho e a ouvir samba ao lado do primo Mestre Fuleiro; teve aulas de canto com Lucília Guimarães e recebeu elogios do marido desta, o maestro Villa-Lobos.

Casou-se em 4 de dezembro de 1947 com Oscar Costa, filho de Alfredo Costa, presidente da escola de samba Prazer da Serrinha, com quem teve dois filhos, Alfredo e Odir. Foram casados durante 28 anos, até a morte de Oscar. Foi no Prazer da Serrinha onde conheceu alguns compositores que viriam a ser seus parceiros em algumas composições, como Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira. Em 2008 ela perde seu filho Odir, vítima de complicações decorrentes da diabetes.

Carreira como profissional de Saúde
Aos dezessete anos, Ivone entrou para a faculdade de enfermagem da atual Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde se graduou enfermeira. Aos 21 anos, prestou concurso público para o Ministério da Saúde e aos 25 foi contratada pelo Instituto de Psiquiatria do Engenho de Dentro. Lá, especializou-se em terapia ocupacional com a médica psiquiatra Nise da Silveira, área em que desempenhou um papel fundamental na reforma psiquiátrica no Brasil a partir da década de 1970. Durante mais de três décadas ela atuou na Colônia Juliano Moreira, com pacientes de doenças mentais.

Ivone Lara também foi uma das primeiras mulheres formadas em assistência social no Brasil e uma das primeiras mulheres negras com curso superior no país. Seu trabalho nessa área foi tão importante que em 2016, a professora da Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Graziela Scheffer, publicou o artigo acadêmico "Serviço Social e Dona Ivone Lara: o lado negro e laico da nossa história profissional".

Em uma época em que pacientes de doenças mentais eram institucionalizados e abandonados pela família, Ivone se deslocava para os municípios do Rio e de estados vizinhos, localizando parentes dos internos para apresentar uma visão diferente da maioria dos diagnósticos médicos, que desacreditavam a condição mental dessas pessoas. Tudo isso fazia parte de uma rotina terapêutica e de uma visão completamente nova que humanizava o tratamento da saúde mental. Além disso, Ivone trouxe a terapia musical para seus pacientes no Instituto de Psiquiatria do Engenho de Dentro. Usando seus contatos, conseguia patrocínio para os instrumentos e a criação de uma oficina de música, que passou a apoiar festas e eventos de socialização entre os pacientes, seus familiares e os funcionários do hospital. Essa oficina mais tarde deu origem ao bloco de carnaval "Loucura Suburbana", que existe até hoje. Em 1977, Ivone se aposentou da carreira em enfermagem e assistência social para se dedicar integralmente à sua carreira musical.

Compôs o samba Nasci para Sofrer, que se tornou o hino da escola de samba Prazer da Serrinha, fundada na década de 40 e extinta em 1952. Com a fundação da escola de samba Império Serrano em 1947, passou a desfilar na ala das baianas. Também compôs o samba Não Me Perguntes, e a consagração veio em 1965, com Os Cinco Bailes da História do Rio, quando se tornou a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da escola de samba.

Em 1975, seu filho Odir sofreu um acidente de carro, e por causa disso seu marido Oscar Costa teve um infarto fulminante e morreu. Apesar de seu marido nunca ter nada contra sua carreira, ele não gostava das rodas de samba.

Dois anos depois, Ivone se aposentou da carreira como profissional da Saúde e passou a dedicar-se exclusivamente à carreira artística. Entre os intérpretes que gravaram suas composições destacam-se Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paula Toller, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Mariene de Castro, Roberta Sá, Marisa Monte e Dorina. Uma de suas composições mais conhecidas, em parceria com Délcio Carvalho, foi Sonho Meu, sucesso na voz de Maria Bethânia e Gal Costa em 1978, cujo álbum ultrapassou um milhão de cópias vendidas.

Dona Ivone também teve trabalhos como atriz, com participação em filmes, e foi a Tia Nastácia em especiais do programa Sítio do Pica-Pau Amarelo. Em 2008, interpretou a canção Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço no projeto Samba Social Clube. A faixa foi incluída, no ano seguinte, em uma coletânea com as melhores performances do projeto.

Em 2012, foi homenageada pelo Império Serrano, no grupo de acesso, com o enredo Dona Ivone Lara: O enredo do meu samba. Em 2010 foi a homenageada na 21.ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Em dezembro de 2014 foi a homenageada na 19.ª edição do Trem do Samba. Um mês antes, Dona Ivone havia participado do primeiro dia de gravações do Sambabook, em homenagem à sua carreira da gravadora Musickeria. Cantores como Maria Bethânia, Elba Ramalho, Criolo, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Arlindo Cruz, Adriana Calcanhoto, Zélia Duncan e Reinaldo, O Príncipe do Pagode fizeram versões de canções de Dona Ivone, enquanto ela própria gravou com Diogo Nogueira uma canção inédita, composta com seu neto, André. Em 2015, entrou para a lista das "Dez Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio".

Dona Ivone morreu no dia 16 de abril de 2018 aos 96 anos, em consequencia de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória após permanecer internada por três dias no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER) no Rio de Janeiro. O velório aconteceu na Quadra do Império Serrano, sua escola do coração, em Madureira, na Zona Norte da cidade. O enterro de Dona Ivone aconteceu no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dona_Ivone_Lara


 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Diva da música: Marisa Monte

Olá pessoal!

Adoro Marisa Monte! Tenho um CD e um DVD que ouvi muito!

Vamos saber mais um pouco sobre essa grande cantora.

Marisa Monte nasceu no Rio de Janeiro, no dia 1 de julho de 1967. Filha do músico Carlos Monte, que faz parte da diretoria cultural de samba da escola Portela, Marisa Monte frequentava a quadra da escola e desde cedo recebeu estímulos musicais.

Aos 9 anos ganhou uma bateria de presente dos pais. Com 14 anos, começou a estudar aulas de canto e teoria musical. Durante a adolescência chegou a frequentar aulas de canto lírico. Com 14 anos estudou canto lírico. Com 15 anos, junto com outros alunos do Colégio Andrews, participou do musical “Rocky Horror Show”.

Com 19 anos foi morar em Roma, na Itália, onde estudou belcanto. Em 1987, já de volta ao Brasil começou a se apresentar em bares e casas noturnas. Nesse mesmo ano, sob a direção de Nelson Mota, realizou seu primeiro show intitulado “Veludo Azul”.

O primeiro disco da artista foi lançado em 1989 e se chamou Marisa Monte ao Vivo. No mesmo ano, Marisa fez um especial para a TV Manchete, o que a ajudou a ganhar visibilidade nacional. A música “Bem Que Se Quis” teve grande destaque e foi trilha da novela O Salvador da Pátria. Em 1991 lançou “Mais”, que foi sua estreia como compositora e impulsionou sua carreira internacional. Em 1994 lançou “Verde, Anil, Amarelo, Azul, Cor de Rosa e Carvão”, que teve a participação de Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Carlinhos Brown, Nando Reis, entre outros.


O primeiro disco da artista foi lançado em 1989 e se chamou Marisa Monte ao Vivo. No mesmo ano, Marisa fez um especial para a TV Manchete, o que a ajudou a ganhar visibilidade nacional. A música “Bem Que Se Quis” teve grande destaque e foi trilha da novela O Salvador da Pátria. Em 1991 lançou “Mais”, que foi sua estreia como compositora e impulsionou sua carreira internacional. Em 1994 lançou “Verde, Anil, Amarelo, Azul, Cor de Rosa e Carvão”, que teve a participação de Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Carlinhos Brown, Nando Reis, entre outros.

Marisa Monte recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre eles, quatro Grammy Latino, incluindo o de 2014, sete Video Music Brasil e nove Prêmios Multishow da Música Brasileira.

Em 2014, Marisa Monte lançou o CD e DVD “Verdade Uma Ilusão”. O CD ganhou o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de MPB.

Já nos anos 2000, lança o disco Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, que levou para casa o Prêmio Multishow de Música Brasileira nas categorias Melhor Disco e Melhor Cantora (2001).

Seis anos mais tarde lança dois álbuns: Infinito Particular e Universo ao Meu Redor. 

Em 2011, divulga O Que Você Quer Saber De Verdade (2011) e Verdade Uma Ilusão (2014).

Além de cantora, Marisa atua como produtora musical. Ela trabalhou nos discos Omelete Man (1998), de Carlinhos Brown, Tudo Azul (2000), da Velha Guarda da Portela e Argemiro Patrocínio (2002), de Argemiro Patrocínio.

Produziu também (e corroteirizou) o documentário O Mistério do Samba (2008) sobre os sambas tradicionais da Portela.

Foi graças a uma parceria estabelecida entre Marisa com os grandes amigos Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown que nasceu o projeto Tribalistas em 2002. 

Marisa Monte foi casada com Pedro Bernardes. O casal teve um filho (Mano Wladimir). Marisa se divorciou e casou novamente, com Diogo Gonçalves. O casal teve uma filha (Helena).

https://www.ebiografia.com/marisa_monte/

https://www.pensador.com/autor/marisa_monte/biografia/#:~:text=Marisa%20Monte%20nasceu%20no%20Rio,14%20anos%20estudou%20canto%20l%C3%ADrico.&text=Em%201989%20lan%C3%A7ou%20seu%20primeiro,novela%20O%20Salvador%20da%20P%C3%A1tria.

 


 

quarta-feira, 17 de março de 2021

Diva da música Ma Rainey

Olá pessoal!

Só tomei conhecimento sobre Ma Rainey por conta do filme disponível no Netflix, que além do filme tem macking off das filmagens. Que mulher danada!

Adaptada da peça “Ma Rainey’s Black Bottom”, de August Wilson, a cinebiografia dirigida por George C. Wolfe resgata a Chicago dos anos 20. Toda a ação gira em torno de um estúdio onde os músicos da banda de Ma a esperam para a gravação de um novo álbum.

Certamente é uma diva da música. Vamos saber um pouco sobre ela.




Gertrude Rainey (nascida Gertrude Pridgett; 26 de abril de 1886 – 22 de dezembro de 1939), mais conhecida como Ma Rainey, foi uma das primeiras cantoras afro-americanas profissionais de blues e uma das primeiras a cantoras do gênero a gravar álbuns. A "mãe do blues", ela fundiu o vaudeville com a autêntica expressão musical do sul dos Estados Unidos, influenciando uma geração de cantores blues.

Gertrude Pridgett começou a se apresentar na adolescência e assumiu o nome "Ma" Rainey após casar-se com Will "Pa" Rainey em 1904. Eles começaram a se apresentar com a Rabbit Foot Minstrels e posteriormente formaram o próprio grupo, Rainey and Rainey, Assassinators of the Blues. Sua primeira gravação foi em 1923. Pelos próximos cinco anos, ela fez mais de cem gravações, incluindo "Bo-Weevil Blues" (1923), "Moonshine Blues" (1923), "See See Rider Blues" (1924), "Ma Rainey's Black Bottom" (1927) e "Soon This Morning" (1927).

Rainey gravou com Thomas Dorsey e Louis Armstrong, e se apresentou com a Georgia Jazz Band. Fez shows até 1935, quando se aposentou quase totalmente da música e seguiu como empresária cinematográfica em Columbus até sua morte quatro anos depois.

Ma ainda ficou conhecida por nunca se desculpar por quem era. Com personalidade forte, ela não escondia ser bissexual. Ao contrário: suas letras e suas apresentações deixavam isso bem claro. Com comportamento feminista, ela sempre desafiava os costumes da época, o que dava ainda mais profundidade ao blues que cantava.

O pé no vaudeville explica o visual exuberante da cantora, caracterizado por maquiagem pesada, peruca, dentes de ouro e joias chamativas. No palco de seus espetáculos lotados, ela impunha respeito não só pela voz poderosa como pela forte presença em cena.

No prazo de apenas cinco anos, período de seu contrato com a Paramount Records, foram quase cem canções gravadas. Suas músicas não só ajudavam a afirmar o orgulho negro como empoderavam as mulheres e já pregavam a diversidade de gênero.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ma_Rainey#:~:text=Gertrude%20Rainey%20(nascida%20Gertrude%20Pridgett,do%20g%C3%AAnero%20a%20gravar%20%C3%A1lbuns.&text=Sua%20primeira%20grava%C3%A7%C3%A3o%20foi%20em%201923.

https://neofeed.com.br/blog/home/ma-rainey-a-mulher-que-inovou-na-musica-e-desafiou-os-costumes/



 

@renatafashionfonseca