Michelle
Perrot é uma mulher que está na história, trazendo nos seus estudos e pesquisas
sobre a história das mulheres.
Li
vários artigos dela na faculdade.
Um
pouco sobre a historiadora.
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Michelle
Perrot (Paris, 18 de maio de 1928) é
uma historiadora e professora emérita da Universidade
Paris VII, universidade para qual mudou nos anos 70 sob o impacto de 1968
após ter lecionado na Sorbonne, França. Em 2009 ganhou o Prémio
Femina de Ensaio.
Perrot
apresentou seu pai como um “négociant en cuir” (negociante de couro), dono de
uma loja no bairro. A família vivia na rua Greneta, em um bairro extremamente
vivo e popular. Esse cenário formativo explica a intimidade precoce de Michelle
com os territórios que traziam o trabalho, a pobreza e os “corpos” que a ordem
burguesa tenta tornar invisíveis.
Faz
parte da geração da Escola Nova Francesa de Estudos Sociais na Europa e é
especialista na história do século XIX. O artigo "Uma história das mulheres
é possível?" é precursor dos estudos sobre a história das mulheres no
ocidente. Defendeu sua tese de doutorado de Estado sobre o movimento operário
sob a supervisão de Labrousse. Historiadora engajada participou ao lado
de Foucault do grupo de discussão sobre as prisões. Promoveu
importante debate entre os historiadores e Michel Foucault publicado
no livro que organizou "A impossível prisão". Dirigiu ao lado
de G. Duby a série História da Vida Privada e História
das mulheres no Ocidente.
Ao longo de
décadas, Perrot deslocou o foco da historiografia francesa para o mundo do
trabalho, para a análise do positivismo e para as questões femininas —
enxergando a mulher não como um “tema” ou um objeto de estudo desumanizado, mas
sim como um problema político, visando compreender quem é digno de ser
considerado um sujeito histórico e quem é lançado ao apagamento.
Perrot iniciou seus
estudos na área – e também sua militância, já que se coloca como uma
historiadora feminista – em 1973, quando, já doutora em História e docente na Universidade
Paris VII, lecionou um curso intitulado “As mulheres têm uma
História?”. Desde então, publicou vários livros sobre o tema, como “A
História das mulheres no Ocidente”, “Minha História das mulheres”, “Mulheres
públicas”, “As mulheres ou o silêncio da História” e o
infanto-juvenil “Era uma vez… a História das mulheres”, além
deste “Os excluídos da História: operários, mulheres e
prisioneiros”, lançado no Brasil pela primeira vez em 1988 e relançado em
2017 pela Editora Paz e Terra.
A contribuição fundamental da historiadora é a sua luta no
movimento feminista demonstrando que o trabalho histórico também se faz
permeado pela ação política no presente. A autora figura como umas das mais
célebres historiadoras da causa feminista, assim como da vertente social da
história francesa.
Ela é membro do comitê de padrinhos da coordenação francesa para a
década da cultura da paz e da não-violência. Recebeu o Prémio Simone de
Beauvoir em 2014.
Fontes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Michelle_Perrot
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