RENATA FONSECA

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mulher na história: Melitta Bentz

Olá pessoal!!

 

Morria e não sabia que a inventora do filtro de café era uma mulher. Lógico fui procurar saber um pouco sobre Melitta Bentz.


Melitta Bentz (nascida Liebscher, 31 de janeiro de 1873 – 29 de junho de 1950) foi uma empreendedora alemã que revolucionou o preparo do café ao inventar o primeiro filtro de papel em 1908. Cansada da borra e do amargor do café coado em métodos tradicionais, ela usou uma caneca de latão perfurada e papel mata-borrão do caderno de seu filho para criar um sistema de filtragem, fundando a empresa Melitta para comercializar sua invenção. 


Conhecida como uma líder visionária, Melitta implementou benefícios aos funcionários, incluindo aumento de férias, bônus de Natal e uma semana de trabalho reduzida.


Amalie Auguste Melitta Liebscher nasceu em Dresden, Alemanha, em uma família predominantemente de artesãos. Desde cedo, demonstrou habilidade para perceber e encontrar soluções para problemas práticos. Casou-se com Hugo Bentz e teve três filhos. Foi administrando sua casa que descobriu uma nova e melhor maneira de preparar café.


No início do século XX, o café era tipicamente preparado com percoladores, que frequentemente extraíam demais o café, resultando em um sabor áspero. Filtros de pano estavam disponíveis, mas eram difíceis de usar e limpar. Bentz procurou uma solução que resultasse em um café com sabor melhor. Em 1908, ela pegou uma folha de papel mata-borrão do caderno escolar de seu filho e uma panela de latão perfurada e, a partir desses materiais, criou o primeiro filtro de café. Esse dispositivo filtrava os grãos de café e os óleos, resultando em uma bebida mais limpa. Ela recebeu uma patente por seu projeto em 8 de julho de 1908, introduzindo o filtro de café por gotejamento que é comumente usado hoje. 


Reconhecendo o potencial comercial de sua invenção, Bentz fundou a empresa Melitta com seu marido, Hugo, em 1908. Inicialmente, o casal produzia filtros de café em casa; Hugo cuidava da produção e Melitta liderava os esforços de marketing. Após a Primeira Guerra Mundial, a empresa expandiu-se rapidamente. Em 1932, a empresa lançou filtros em formato de cone, aprimorando e refinando o processo de preparo do café passo a passo. O negócio prosperou e resistiu às mudanças de fábrica e à escassez de materiais durante a Segunda Guerra Mundial.


Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial na Europa, os negócios de Bentz enfrentaram diversos problemas. Para começar, o marido de Bentz e seu filho mais velho, Willy, foram convocados para o Exército Alemão. O irmão de Bentz, Paul Liebscher, ajudou a manter a empresa à tona durante a guerra.  A obtenção de suprimentos tornou-se difícil; os metais estavam sendo usados na construção de zepelins e o papel era racionado. Além disso, o bloqueio britânico à Alemanha tornou extremamente difícil a importação de grãos de café, e a demanda começou a cair.


A invenção de Melitta Bentz trouxe muitos benefícios para a sociedade. Ela impulsionou uma mudança cultural em direção a um preparo de café mais acessível e pessoal, aprimorando os métodos de preparo e popularizando o café caseiro. Seus esforços impactaram a cultura do café contemporânea, lançando as bases para melhorias na tecnologia de preparo. A Melitta Company permanece líder mundial em equipamentos para preparo de café, filtros e operações sustentáveis no setor cafeeiro.


Melitta Bentz faleceu em Porta Westfalica, Alemanha, em 29 de junho de 1950, deixando uma empresa familiar que se tornou uma potência global em produtos de café. Sua empresa continua a honrar seu trabalho e legado, chamando-a de pioneira na indústria do café. A Melitta continua a celebrar suas contribuições para a indústria do café e seu espírito inovador por meio de iniciativas corporativas que promovem a inovação e a sustentabilidade.


Fontes

https://en.wikipedia.org/wiki/Melitta_Bentz

 

Visão geral criada por IA

Dica de bistrô: Las café bistrô.

Olá pessoal!

Dica para quem gosta de tomar café, um brunch no fim de semana.
Lar café bistrô! Minha dica para pedir é capuccino, tost de camarão e de sobremesa brownie com sequilho. Tudo uma delicia.




Lar Café Bistrô
Endereço: casarão de nº 104, Rua das Margaridas, Pituba
Funcionamento: terça a sexta – 14h às 23h | sábado e domingo – 08h às 23h
Instagram:
@lar.cafebistro


 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Mulher na história: Esperança Garcia.

Olá pessoal!

Na minha busca por mulheres que deixaram sua marca no mundo, passeando pela internet encontrei Esperança Garcia que hoje é considerada a primeira advogada do Brasil.

Um pouco sobre ela.


Esperança Garcia (Fazenda Algodões, circa 1751 - ?) foi uma mulher negra escravizada brasileira, considerada a primeira mulher advogada do Brasil. Em 6 de setembro de 1770, Esperança enviou uma petição ao então presidente da Capitania de São José do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, onde denuncia maus-tratos e abusos físicos contra ela, seu filho e companheiras de cativeiro, feitos pelo feitor da Fazenda Algodões.

Esperança nasceu em uma fazenda de propriedade dos jesuítas, onde hoje fica o município de Nazaré do Piauí. Em 1759, Marquês de Pombal expulsou os jesuítas do Brasil, por conflitos de interesse entre a Companhia de Jesus e a Coroa Portuguesa. Após a expulsão dos jesuítas, essas propriedades foram transferidas ao controle do governo colonial, que impôs condições severas aos escravizados. Aos 9 anos de idade, quando a ela foi levada como escrava para a casa do capitão Antônio Vieira de Couto. Aos 16 anos, teve seu primeiro filho. 

A carta em que Esperança Maria fundamenta sua situação ao governador da capitania.

Em 6 de setembro de 1770, escreveu uma carta ao governador da Capitania do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, denunciando os maus-tratos que sofria. Pedia ainda para retornar à Fazenda Algodões e para ter sua filha batizada.

O texto, datado de 6 de setembro de 1770, foi descoberto pelo antropólogo e historiador Luiz Mott, professor na Universidade Federal da Bahia. Revisto e analisado, passou a ser considerado uma petição — a primeira peça jurídica escrita por uma mulher no Brasil.

Fugiu pouco depois, reaparecendo numa relação de trabalhadores escravizados da Fazenda Algodões, datada de 1778, casada com o angolano Ignácio e com sete filhos.

Em 2017, o Memorial Zumbi dos Palmares, espaço dedicado à cultura negra em Teresina, foi reformado e reinaugurado com o nome de Memorial Esperança Garcia. No Carnaval de 2019, a Estação Primeira de Mangueira fez uma homenagem a Esperança Garcia em seu samba-enredo "História pra Ninar Gente Grande". Em 2023, a escola de samba Em Cima da Hora homenageou Esperança Garcia em seu enredo, na Série Ouro dos desfiles do Rio de Janeiro.

Em 2022, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) passou a reconhecer Esperança Garcia como a primeira advogada brasileira, repetindo uma honraria póstuma que já havia sido conferida ao abolicionista Luiz Gama (1830-1882) em 2015.

 

Fontes

https://pt.wikipedia.org/wiki/Esperan%C3%A7a_Garciattps://www.bbc.com/portuguese/articles/c308pvg7m6po


 

@renatafashionfonseca